A Copa do Mundo FIFA 2026 será realizada entre 11 de junho e 19 de julho, com jogos nos Estados Unidos, Canadá e México. Diante do deslocamento internacional de grande volume de pessoas, da concentração de viajantes em eventos de massa e da diversidade epidemiológica dos países-sede, a preparação em saúde deve integrar o planejamento da viagem. A Sociedade Brasileira de Infectologia, por meio do Comitê de Medicina de Viagem, elaborou uma nota técnica com recomendações para viajantes, profissionais de saúde e serviços envolvidos na orientação pré-viagem. O documento reúne orientações sobre avaliação médica antes do embarque, atualização do calendário vacinal, prevenção de infecções respiratórias, segurança alimentar, diarreia do viajante, exposição a vetores e animais, prevenção de raiva e mordeduras, doenças transmitidas por carrapatos, cuidados relacionados a calor, multidões e segurança, infecções sexualmente transmissíveis, medicamentos para o kit de viagem e sinais de alerta após o retorno. A SBI reforça que a consulta pré-viagem deve ser realizada preferencialmente entre 4 e 8 semanas antes da partida, com avaliação individualizada conforme idade, comorbidades, gestação, imunossupressão, situação vacinal, itinerário, duração da viagem, tipo de hospedagem e atividades previstas. Mesmo quando a viagem está próxima, a avaliação médica ainda permite priorizar medidas essenciais, orientar condutas preventivas e reduzir riscos evitáveis. O material não substitui consulta médica individual. Recomendações sobre vacinas, profilaxias e cuidados em saúde devem ser definidas caso a caso, a partir do binômio viagem-viajante. Elaboração técnica: Andrey Biff Sarris, Antônio Camargo Martins, Clarissa Barros Madruga, Lessandra Michelin, Marcellus Dias da Costa, Mariana Margarita Martinez Quiroga, Pasesa Pascuala Quispe Torrez e Tânia do Socorro Souza Chaves, membros do Comitê de Medicina de Viagem da SBI. Revisão e aprovação: Karen Mirna Loro Morejón, diretora de Comunicação; André Bon Fernandes da Costa, coordenador dos Comitês de Medicina de Viagem, Medicina Tropical e Arboviroses; Tânia do Socorro Souza Chaves, presidente do Comitê de Medicina de Viagem; e Karis Marinho de Pinha Rodrigues, vice-presidente do Comitê de Medicina de Viagem. Confira o material completo da SBI e viaje com segurança:
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Artigos MemóriaNotícias da Infectologia
Florence Nightingale: protagonismo feminino na prevenção de infecção, enfermagem, epidemiologia e reformas de serviços de saúde
Florence Nightingale (1820–1910) é amplamente conhecida como a fundadora da enfermagem contemporânea e que também alcançou resultados inéditos na prevenção de infecção hospitalar.
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Notícias SBI e Federadas
IV Simpósio de Stewardship com foco na gestão de antimicrobianos ocorrerá no Hospital Alemão Oswaldo Cruz
Evento reunirá especialistas e profissionais de saúde para discutir estratégias de uso de medicamentos, otimização de tratamentos e combate à resistência bacteriana O IV Simpósio de Stewardship: Antimicrobianos está com inscrições abertas e reunirá profissionais da área da saúde, médicos e pesquisadores para discutir os principais avanços, diretrizes e as melhores práticas na gestão de uso de antimicrobianos. O evento acontecerá no sábado, dia 30 de maio de 2026, das 08h00 às 16h30, no Auditório do Bloco E do Hospital Alemão Oswaldo Cruz (Unidade Paulista), em São Paulo. Sob a coordenação do Dr. Filipe Piastrelli, de Paula de Almeida e de Paula Cazzonatto Zerwes, o simpósio se destaca por sua abordagem prática. Com o tema central “Desafios do Stewardship na UTI”, o encontro promove o debate e a atualização científica em torno de estratégias fundamentais para otimizar o tratamento de infecções, reduzir o avanço da resistência bacteriana e melhorar diretamente os desfechos clínicos dos pacientes no ambiente hospitalar. A programação científica contará com especialistas de referência, que conduzirão painéis voltados para a rotina diária das unidades de terapia intensiva. Entre os principais destaques e debates previstos, estão: Como forma de valorizar e incentivar o aprimoramento técnico de sua comunidade, a Sociedade Brasileira de Infectologia (SBI) mantém uma parceria que garante uma condição especial para os seus associados. Os membros da SBI têm direito a um benefício exclusivo de 20% de desconto no valor da inscrição. Para garantir o desconto, basta selecionar a categoria “Sociedades” na compra do ingresso no link:Membros SBI com 20% de descontoTodos os participantes do evento receberão um certificado, que será emitido 30 dias após a realização das atividades. Para acompanhar as demais novidades e atualizações sobre as atividades de ensino do hospital, siga o Instagram @ensinhospitaloswaldcruz.
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DestaqueNotícias da Infectologia
Brasil avança na implementação da vacinação contra Chikungunya: conheça os detalhes do imunizante produzido pelo Butantan
Desenvolvida em parceria com a farmacêutica Valneva, vacina de dose única representa um marco no enfrentamento das arboviroses no país O combate às arboviroses no Brasil ganha um novo aliado em 2026 com o avanço da implementação da vacina contra chikungunya. Desenvolvido em parceria entre o Instituto Butantan e a farmacêutica franco-austríaca Valneva, o imunizante representa um importante avanço tecnológico para a saúde pública e é a primeira vacina contra chikungunya de vírus vivo atenuado aprovada no Brasil. A chegada da vacina ocorre em um cenário de crescente preocupação com a doença no país. Além dos quadros febris agudos, a chikungunya pode provocar dores articulares intensas e persistentes, com impacto significativo na qualidade de vida dos pacientes por meses ou até anos após a infecção. Desenvolvimento e transferência de tecnologia A parceria entre o Instituto Butantan e a Valneva foi firmada em abril de 2020, embora o desenvolvimento da vacina já estivesse em andamento anteriormente. Enquanto a Valneva liderou o desenvolvimento inicial do imunizante, o Butantan participou do co-desenvolvimento da vacina, conduzindo estudos em áreas endêmicas e recebendo a transferência de tecnologia para futura produção nacional. No Brasil, a fase 3 dos estudos clínicos em adolescentes contou com a participação de 10 centros de pesquisa, contribuindo para a consolidação dos dados de segurança e imunogenicidade analisados pelas agências regulatórias. Dose única e alta resposta imune Segundo a Dra. Fernanda Boulos, diretora médica do Instituto Butantan, a vacina possui características que facilitam sua aplicação em larga escala. “A vacina contra chikungunya é uma vacina de vírus vivo atenuado, em dose única. Ela tem um perfil de segurança aceitável e confere proteção imune de 98,1% um ano após a vacinação”, destaca. Atualmente, no Brasil, a vacina está indicada para pessoas entre 18 e 59 anos. Por se tratar de uma vacina de vírus vivo atenuado, existem restrições para alguns grupos, como idosos, imunocomprometidos, gestantes e pessoas com comorbidades descompensadas. Estratégia piloto e expansão futura A aplicação da vacina começou em cidades selecionadas pelo Ministério da Saúde, dentro de uma estratégia piloto de vacinação que segue os modelos já utilizados pelo Programa Nacional de Imunizações (PNI) para outras vacinas. Segundo a Dra. Fernanda, essa etapa não configura um estudo clínico, mas sim uma estratégia de saúde pública. Por isso, não haverá divulgação de dados de proteção específicos por município. “A ampliação da imunização com essa vacina depende de uma decisão do PNI e do Ministério da Saúde sobre a incorporação definitiva da vacina e a definição das futuras estratégias de vacinação”, explica. Monitoramento em vida real Mesmo após o início da aplicação, o Instituto Butantan seguirá acompanhando o desempenho da vacina no cenário da vida real. Um estudo de efetividade será conduzido a partir do uso secundário de dados das bases públicas de saúde. Paralelamente, um estudo de segurança acompanhará grupos de vacinados para avaliação contínua dos eventos adversos e do comportamento do imunizante fora do ambiente controlado dos ensaios clínicos. Além do Brasil, outros países também podem se beneficiar da vacina. O imunizante já foi aprovado por importantes agências regulatórias internacionais, como a EMA (Agência Europeia de Medicamentos) e a Health Canada, permitindo sua utilização em países regulados por essas autoridades sanitárias.
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DestaqueNotíciasNotícias SBI e FederadasPrimário
SBI divulga nota técnica com orientações de saúde para brasileiros que viajarão à Copa do Mundo FIFA 2026
Documento da Sociedade Brasileira de Infectologia reúne recomendações sobre vacinação, prevenção de doenças infecciosas e cuidados em grandes aglomerações para brasileiros que viajarão à Copa do Mundo FIFA 2026. A Sociedade Brasileira de Infectologia publicou uma nota técnica com recomendações para brasileiros que pretendem acompanhar a Copa do Mundo FIFA 2026, que será realizada entre os dias 11 de junho e 19 de julho de 2026, nos Estados Unidos, Canadá e México. Elaborado pelo Comitê Científico de Medicina de Viagem da SBI, o documento traz orientações sobre vacinação, prevenção de doenças infecciosas, alimentação segura, proteção contra doenças transmitidas por vetores, saúde sexual e cuidados relacionados ao calor extremo e às grandes aglomerações. Segundo a entidade, eventos de massa aumentam o risco de transmissão de doenças respiratórias, gastrointestinais e infecções sexualmente transmissíveis, além de favorecerem situações relacionadas à superlotação, acidentes e dificuldades no acesso aos serviços de saúde. A SBI recomenda que viajantes realizem consulta médica pré-viagem idealmente entre quatro e oito semanas antes do embarque. A avaliação permite atualizar o calendário vacinal, revisar condições clínicas e orientar medidas preventivas conforme o roteiro e o perfil do viajante. Entre as principais vacinas recomendadas estão influenza, COVID-19, tríplice viral (sarampo, caxumba e rubéola), dT ou dTpa, poliomielite e vacina contra o Vírus Sincicial Respiratório (VSR), de acordo com faixa etária e fatores de risco. Para alguns destinos e atividades específicas, também pode haver indicação individualizada de vacinas contra hepatite A, hepatite B, febre tifóide e raiva. A nota técnica também chama atenção para o aumento global dos casos de sarampo e reforça a importância da vacinação antes da viagem, especialmente em contextos de grande circulação internacional. Outro destaque do documento é a prevenção da chamada diarreia do viajante, agravo frequente em deslocamentos internacionais. A recomendação é evitar água e gelo de procedência desconhecida, consumir alimentos bem cozidos e manter rigorosa higiene das mãos. A entidade alerta ainda para doenças transmitidas por vetores, especialmente em regiões do México com registro de febre maculosa. O uso de repelentes aprovados pela Anvisa, roupas compridas e inspeção corporal após atividades ao ar livre estão entre as medidas preventivas recomendadas. Como a competição ocorrerá durante o verão no hemisfério norte, a SBI orienta atenção especial aos riscos relacionados ao calor excessivo e à desidratação. Hidratação frequente, planejamento de pausas e reconhecimento precoce de sinais de exaustão térmica são algumas das medidas indicadas. A nota técnica também aborda cuidados com infecções sexualmente transmissíveis (ISTs), reforçando a importância do uso de preservativos, realização de testagem e busca rápida por atendimento em situações de exposição de risco. Além disso, a SBI recomenda que os viajantes levem uma “farmacinha do viajante”, contendo medicamentos de uso contínuo, analgésicos, antitérmicos, sais de reidratação oral, repelente, protetor solar e itens básicos de primeiros socorros. O documento destaca ainda que sintomas como febre, diarreia persistente, lesões de pele ou manifestações respiratórias após o retorno ao Brasil devem motivar avaliação médica, com informação detalhada sobre os países visitados e datas da viagem. A nota técnica foi elaborada pelos membros do Comitê Científico de Medicina de Viagem da SBI e é assinada pelo presidente da entidade, Ricardo Sobhie Diaz. Acesse aqui.
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DestaqueNotíciasNotícias da Infectologia
Muito além da PrEP: a importância da vacina contra o HIV/Aids
No Dia de Conscientização sobre a Necessidade de Vacina Contra o HIV/Aids, SBI reforça que imunizante segue como esperança para o controle definitivo da epidemia Mais de quatro décadas após os primeiros casos de HIV/Aids serem identificados no mundo, a busca por uma vacina preventiva contra o vírus continua sendo um dos maiores desafios da ciência. Mesmo com os avanços históricos no tratamento e nas estratégias de prevenção, especialistas alertam que o controle definitivo da epidemia ainda depende do desenvolvimento de um imunizante seguro e eficaz. No Dia de Conscientização sobre a Necessidade de Vacina Contra o HIV/Aids, celebrado em 18 de maio, a Sociedade Brasileira de Infectologia (SBI) destaca que os avanços recentes da biotecnologia têm renovado as perspectivas para a criação de uma vacina capaz de reduzir a transmissão do vírus em escala global. O avanço da Terapia Antirretroviral (TARV), aliado à ampliação da Prevenção Combinada, que inclui o uso de preservativos, a PrEP (Profilaxia Pré-Exposição) e a PEP (Profilaxia Pós-Exposição), transformou profundamente o cenário do HIV. Hoje, pessoas vivendo com HIV que realizam tratamento adequado podem ter qualidade de vida e não transmitem o vírus sexualmente, conceito conhecido como “I = I” (Indetectável = Intransmissível). Ainda assim, os números seguem preocupantes. Estima-se que cerca de 40 milhões de pessoas vivam com HIV no mundo, enquanto mais de 1 milhão de novas infecções continuam sendo registradas anualmente. No Brasil, embora o Sistema Único de Saúde (SUS) seja referência internacional no acesso universal ao tratamento, os boletins epidemiológicos mostram a persistência de novos casos, especialmente entre populações em situação de maior vulnerabilidade. “A PrEP representa um dos maiores avanços da prevenção do HIV nas últimas décadas, mas nenhuma estratégia isolada será suficiente para controlar definitivamente a epidemia. A vacina continua sendo o caminho com maior potencial de impacto coletivo e global”, afirma Ricardo Sobhie Diaz, médico infectologista e presidente da Sociedade Brasileira de Infectologia (SBI). Por que desenvolver uma vacina contra o HIV é tão difícil? Diferentemente de outros vírus, como Influenza ou SARS-CoV-2, o HIV apresenta características biológicas que dificultam enormemente o desenvolvimento de uma vacina eficaz. O vírus sofre mutações de forma extremamente rápida, gerando inúmeras variantes em um curto período de tempo. Além disso, ele infecta justamente as células responsáveis pela coordenação da resposta imunológica, os linfócitos T CD4+, comprometendo o próprio sistema de defesa que a vacina tentaria estimular. Outro desafio é a formação precoce dos chamados reservatórios virais: células infectadas onde o HIV permanece “escondido” e praticamente invisível ao sistema imunológico. “O HIV continua sendo um dos maiores desafios científicos da história da medicina porque consegue atacar justamente as células responsáveis pela defesa do organismo. Isso torna o desenvolvimento de uma vacina muito mais complexo do que em outras infecções virais”, explica Diaz. Nova geração de pesquisas reacende esperança Apesar das dificuldades, os avanços tecnológicos dos últimos anos abriram novas possibilidades para a pesquisa de vacinas contra o HIV. Uma das estratégias mais promissoras é conhecida como Germline Targeting, abordagem que busca “treinar” o sistema imunológico gradualmente para produzir os chamados anticorpos amplamente neutralizantes (bNAbs), capazes de reconhecer regiões do vírus que sofrem poucas mutações. Além disso, plataformas de RNA mensageiro (mRNA), popularizadas durante a pandemia de COVID-19, também vêm sendo estudadas como ferramenta para acelerar o desenvolvimento de imunizantes contra o HIV. Atualmente, dezenas de ensaios clínicos estão em andamento em diferentes países, avaliando tanto vacinas preventivas quanto vacinas terapêuticas, voltadas para pessoas que já vivem com o vírus. No Brasil, uma das pesquisas de destaque é conduzida na Universidade Federal de São Paulo (UNIFESP) pelo infectologista Ricardo Sobhie Diaz. O estudo investiga …
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DestaqueBoletim SBINotíciasNotícias SBI e FederadasSBI e Federadas
Comunicado da SBI sobre declaração de emergência da OMS para Ebola
A Sociedade Brasileira de Infectologia acompanha com preocupação a declaração da Organização Mundial da Saúde (OMS) que classificou o atual surto de Ebola na República Democrática do Congo e em Uganda como uma Emergência de Saúde Pública de Importância Internacional (PHEIC, na sigla em inglês). O surto é causado pelo vírus Bundibugyo, uma variante rara do Ebola para a qual não há vacinas ou terapias específicas aprovadas até o momento. Segundo a OMS, até 16 de maio de 2026 foram registrados oito casos confirmados laboratorialmente, 246 casos suspeitos e ao menos 80 mortes suspeitas na província de Ituri, no leste da República Democrática do Congo. Também foram confirmados casos importados em Kampala, capital de Uganda, evidenciando transmissão internacional. A SBI ressalta que a declaração de Emergência de Saúde Pública de Importância Internacional não significa que há uma pandemia em curso, mas indica a necessidade de coordenação global, fortalecimento da vigilância epidemiológica e apoio internacional imediato para conter a disseminação da doença. Entre os fatores que aumentam a preocupação das autoridades sanitárias estão: O Ebola é uma doença viral grave, transmitida principalmente pelo contato direto com fluidos corporais de pessoas infectadas ou superfícies contaminadas. Os sintomas incluem febre, fraqueza intensa, vômitos, diarreia e manifestações hemorrágicas. A letalidade pode variar conforme a cepa viral e a capacidade de resposta dos sistemas de saúde. A SBI reforça a importância de vigilância ativa em portos, aeroportos e serviços de saúde, especialmente para identificação precoce de viajantes provenientes de áreas afetadas que apresentem sintomas compatíveis. Também destaca a necessidade de capacitação contínua das equipes de saúde para manejo clínico, uso adequado de equipamentos de proteção individual e protocolos de prevenção e controle de infecções. Neste momento, não há registro de casos no Brasil. O risco para a população brasileira permanece baixo, mas o cenário exige monitoramento constante pelas autoridades sanitárias nacionais e internacionais. A Sociedade Brasileira de Infectologia seguirá acompanhando a evolução epidemiológica do surto e reforça seu compromisso com a disseminação de informações científicas confiáveis e atualizadas para profissionais de saúde e para a sociedade.
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Notas TécnicasNotícias da InfectologiaPrimário
Nota Técnica: Monitoramento e Avaliação de Risco do Surto de Ebola (Bundibugyo ebolavirus) na África Central e do Leste
SBI publica nota técnica sobre surto de Ebola na África Central e Oriental A Sociedade Brasileira de Infectologia (SBI), por meio do Comitê Científico de Saúde Única, publica nota técnica sobre o monitoramento e a avaliação de risco do surto de doença pelo vírus Ebola causado pelo Bundibugyo ebolavirus na África Central e Oriental. O documento reúne informações sobre a situação epidemiológica atual, caracterização da doença, desafios de controle, risco para profissionais de saúde, limitações de contramedidas médicas e recomendações para vigilância e resposta no Brasil. A nota foi redigida ou revisada pelos membros do Comitê de Saúde Única da SBI: Luana Silva Rodrigues de Araujo, Vanessa Schultz, Elna Joelane Lopes da Silva do Amaral, Andrea Maria de Assis Cabral, Francielly Marques Gastaldi, Larissa Simão Gandolpho, Marcos de Assis Moura, Marilia Dalva Turchi, Noaldo Oliveira de Lucena e Rodrigo Nogueira Angerami. Acesse o documento completo abaixo.
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Instruções para concorrer à bolsa para a AIDS 2026-RJ A Sociedade Brasileira de Infectologia (SBI) tem a satisfação de informar aos seus associados que viabilizará a participação de infectologistas brasileiros com atuação direta em assistência, prevenção, pesquisa e ensino em HIV/aids na 26ª International AIDS Conference, que ocorrerá no Rio de Janeiro, entre 26 e 31 de julho de 2026.A ação se deve ao uso de verba solicitada pela SBI à GSK-ViiV para este fim, que está dentro do escopo da educação médica continuada. A realização do congresso no Brasil representa uma oportunidade singular para ampliar o acesso de especialistas nacionais a um espaço de excelência científica e de articulação internacional, com impacto direto na atualização profissional, na incorporação de evidências recentes à prática clínica e no fortalecimento das redes de cuidado voltadas às pessoas vivendo com HIV/aids (PVHA). Com o intuito de assegurar ampla representatividade nacional, o programa privilegiará infectologistas provenientes das diferentes macrorregiões do país. Serão selecionados profissionais com efetiva atuação na área de HIV/aids e trajetória técnico-científica compatível com os objetivos da iniciativa. Elegibilidade e seleção Poderão candidatar-se infectologistas associados à SBI que estejam quites com sua contribuição anual e estejam diretamente envolvidos em atividades de assistência, prevenção, pesquisa e ensino relacionadas ao HIV/aids. O processo seletivo contará com um período de inscrições até o dia 29 de maio de 2026, seguido da análise documental e técnica dos candidatos, conforme critérios previamente definidos pela Diretoria da SBI. Será assegurado o prazo de 5 (cinco) dias úteis para interposição de recurso, em caso de indeferimento da inscrição. A definição dos contemplados observará critérios meritocráticos de pontuação, com avaliação externa por especialistas da área. Todas as macrorregiões brasileiras deverão ser contempladas com pelo menos um candidato, selecionado com base no mérito demonstrado. Os candidatos deverão escrever, em inglês, um resumo da sua atuação profissional que os qualifique para o recebimento da bolsa, em resposta aos itens a seguir. Sugerimos o preenchimento do formulário em anexo (anexo 1). A carta deverá ser enviada para sbi@infectologia.org.br Critérios de avaliação A pontuação será atribuída com base nos seguintes parâmetros: 1. Atuação como investigador principal em pesquisas clínicas;2. Atuação como co-investigador em pesquisas clínicas;3. Publicação de artigos científicos nos últimos 3 anos;4. Aprovação de trabalho em congresso internacional;5. Apresentação oral em congresso;6. Apresentação de pôster em congresso;7. Experiência clínica na área;8. Participação em programas de educação médica continuada;9. Colaboração na elaboração de diretrizes e protocolos;10. Publicação de livros ou capítulos;11. Participação em comitês científicos da SBI;12. Participação em redes de pesquisa; Abrangência do apoio13. Coordenação ou participação em atividades de preceptoria;14. Atuação como preceptor ou docente de residência;15. Participação em advisory board internacional. Abrangência do apoio Para os profissionais selecionados, a SBI assumirá a organização e o custeio dos seguintes itens: 1. Inscrição no congresso;2. Passagem aérea de ida e volta entre o domicílio do bolsista e a cidade do Rio de Janeiro;3. Hospedagem durante o período do evento, para participantes não residentes no município do Rio de Janeiro. _______________________________________________ Anexos Anexo 1 – Formulário de critérios de elegibilidade técnico-científica:Clique aqui para fazer o download do arquivo editável em formato DOCX. Anexo 2 – Pontuação para Aids 2026: Clique aqui para fazer o download do arquivo.
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Notícias da Infectologia
No Dia Nacional do Controle das Infecções Hospitalares, SBI reforça importância da prevenção
Data reforça a importância das estratégias de prevenção, vigilância epidemiológica e combate à resistência antimicrobiana As infecções relacionadas à assistência à saúde (IRAS) seguem entre os principais desafios da segurança do paciente nos hospitais brasileiros e exigem vigilância contínua das Comissões de Controle de Infecção Hospitalar (CCIH). Além do impacto clínico individual, essas infecções também geram consequências importantes para o sistema de saúde, com aumento do tempo de internação, elevação de custos hospitalares e maior demanda operacional tanto no Sistema Único de Saúde (SUS) quanto na rede suplementar. Estudos apontam que as infecções hospitalares podem prolongar a permanência do paciente internado em até duas semanas, reforçando a necessidade de estratégias permanentes de prevenção, monitoramento e resposta rápida aos eventos adversos. Nesse contexto, a vigilância epidemiológica é uma ferramenta essencial para a gestão de risco dentro das instituições de saúde. O monitoramento contínuo e a notificação adequada dos casos permitem identificar padrões, implementar melhorias baseadas em evidências e fortalecer a segurança assistencial. Segundo a Organização Mundial da Saúde (OMS), a higienização das mãos segue como a medida mais eficaz e de menor custo para prevenir infecções nos serviços de saúde, podendo reduzir significativamente as taxas de transmissão de microrganismos. Ao mesmo tempo, novas tecnologias vêm sendo incorporadas às estratégias de controle de infecção, como: A relação entre as infecções hospitalares e a resistência antimicrobiana Outro desafio crescente é a relação direta entre as infecções hospitalares e a resistência antimicrobiana (RAM). Ambientes hospitalares sem monitoramento adequado podem favorecer a seleção e disseminação de microrganismos multirresistentes, comprometendo a eficácia dos tratamentos disponíveis. Dados publicados na revista The Lancet mostram que a resistência bacteriana já representa uma das principais causas de mortalidade no mundo, superando doenças historicamente associadas a altos índices de mortes, como HIV e malária. Nesse cenário, o controle de infecção hospitalar atua como uma das principais barreiras para conter a disseminação desses agentes, com objetivos como: O papel dos profissionais na prevenção O trabalho de infectologistas, enfermeiros e equipes especializadas em controle de infecção é fundamental para garantir a segurança do paciente e a qualidade da assistência. Esses profissionais atuam na prevenção, no monitoramento epidemiológico, na capacitação das equipes de saúde e na resposta a surtos e eventos críticos. Neste 15 de maio, a Sociedade Brasileira de Infectologia reforça seu compromisso com a educação continuada e com a valorização dos profissionais que atuam diariamente na prevenção das infecções relacionadas à assistência à saúde. O controle de infecções hospitalares é um trabalho contínuo, baseado em ciência, vigilância e responsabilidade com a vida. Referências AGÊNCIA NACIONAL DE VIGILÂNCIA SANITÁRIA (Brasil). Assistência Segura: Uma Reflexão Teórica Aplicada à Prática. Brasília: Anvisa, 2023. AGÊNCIA NACIONAL DE VIGILÂNCIA SANITÁRIA (Brasil). Relatórios de Vigilância Epidemiológica em Serviços de Saúde. Brasília: Anvisa, 2024. MURRAY, Christopher J. L. et al. Global burden of bacterial antimicrobial resistance in 2019: a systematic analysis. The Lancet, [s. l.], v. 399, n. 10325, p. 629-655, 2022. ORGANIZAÇÃO MUNDIAL DA SAÚDE. Global report on infection prevention and control. Genebra: WHO, 2022. ORGANIZAÇÃO PAN-AMERICANA DA SAÚDE. Prevenção e controle de infecções relacionadas à assistência à saúde. Washington, D.C.: OPAS, 2024.
