Pesquisa mapea a percepção dos especialistas sobre dilemas acerca dos cuidados paliativos para embasar futuros protocolos da área
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NotíciasNotícias SBI e Federadas
Curso “Rota Paliativa” capacita médicos para prescrição segura em cuidados paliativos
Programa online aborda o manejo farmacológico de sintomas complexos em doenças graves e oferece desconto exclusivo para associados da SBI
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NotíciasNotícias da Infectologia
SBI manifesta solidariedade à população da Colômbia e coloca-se à disposição para apoio técnico em saúde
A Sociedade Brasileira de Infectologia (SBI) manifesta sua solidariedade à população colombiana diante do grave terremoto que atingiu o país na última segunda-feira (10), provocando mortes, feridos e danos significativos em diferentes localidades. O abalo, cujo epicentro foi registrado na região de Chocó, foi sentido em diversas cidades, incluindo Bogotá, e provocou impactos importantes sobre comunidades, estruturas e serviços. As equipes colombianas seguem mobilizadas nas ações de resgate, atendimento às vítimas e resposta à emergência. Em situações de desastre, além do atendimento imediato aos feridos, é fundamental a atenção aos riscos sanitários decorrentes de deslocamentos populacionais, interrupção de serviços essenciais, comprometimento do abastecimento de água e das condições de saneamento, além da possibilidade de ocorrência de surtos de doenças infecciosas. A SBI coloca-se à disposição do Governo Brasileiro e das instituições responsáveis pela eventual organização de ações de cooperação humanitária e assistência em saúde para contribuir, dentro de sua expertise, com orientação técnica em infectologia, vigilância epidemiológica, prevenção e controle de infecções, avaliação de riscos sanitários, elaboração de protocolos e capacitação de profissionais de saúde. A Sociedade Brasileira de Infectologia reafirma seu compromisso com a cooperação científica e humanitária e com a mobilização de sua rede de especialistas sempre que sua contribuição técnica puder colaborar para a proteção da saúde e da vida das populações afetadas por emergências. São Paulo, 13 de agosto de 2026.Sociedade Brasileira de Infectologia – SBI
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NotíciasNotícias da Infectologia
O avanço da leishmaniose no Brasil e os desafios para a prevenção da doença
A Leishmaniose é uma doença infecciosa que representa um desafio histórico e complexo para a saúde pública brasileira. Transmitida pela picada da fêmea infectada de insetos conhecidos popularmente como mosquito-palha (flebótomos), a doença não é transmitida de pessoa para pessoa, dependendo diretamente desse vetor. A enfermidade se manifesta de duas formas principais: a Leishmaniose Tegumentar (LTA), que provoca úlceras na pele e nas mucosas; e a Leishmaniose Visceral (LV), a forma mais severa, que afeta órgãos como fígado, baço e medula óssea, podendo ser fatal se não for tratada rapidamente. O cenário atual e a chegada aos centros urbanos Historicamente, a leishmaniose era uma doença restrita a áreas silvestres e rurais. No entanto, o cenário epidemiológico mudou drasticamente, dados do relatório da Organização Pan-Americana da Saúde (OPAS) revelam que a doença é típica das Américas, e o Brasil concentra a grande maioria dos casos notificados no continente, especialmente na forma visceral. De acordo com análises do Instituto Oswaldo Cruz (Fiocruz), o desmatamento, as mudanças climáticas e o crescimento desordenado das cidades provocaram a urbanização da doença. O mosquito-palha demonstrou uma alta capacidade de adaptação aos ambientes urbanos e periurbanos (transição entre área rural e urbana), aproximando o ciclo de transmissão das residências. Como funciona a prevenção? Diferente do Aedes aegypti (transmissor da dengue), que se reproduz em água parada, o mosquito-palha se prolifera em locais sombreados e ricos em matéria orgânica em decomposição. Portanto, as medidas de prevenção e controle ambiental do Ministério da Saúde focam diretamente na limpeza dos ambientes. As principais frentes de prevenção incluem: Os desafios para o controle e a “Saúde Única” O controle da leishmaniose colide com obstáculos científicos e operacionais profundos. A Fiocruz destaca que o tratamento em humanos é longo e, muitas vezes, envolve medicamentos com alta toxicidade, o que exige acompanhamento médico rigoroso. Além disso, ainda não existe uma vacina para humanos capaz de prevenir a infecção. Outro grande desafio é o manejo da doença nos animais. Na Leishmaniose Visceral urbana, o cão doméstico atua como o principal reservatório do parasita. Como os cães podem estar infectados sem apresentar sintomas por muito tempo, eles acabam servindo de fonte de infecção para o mosquito, que, por sua vez, pica os humanos. Esse cenário exige que o enfrentamento da doença siga o conceito de Saúde Única, que reconhece que a saúde humana está diretamente ligada à saúde dos animais e aos ecossistemas. Além de a eliminação dos focos do vetor exigir ações do poder público, ela também exige que cada cidadão compreenda o ciclo da doença e atue, ativamente, na manutenção de ambientes limpos e seguros. Referências BRASIL. Ministério da Saúde. Secretaria de Vigilância em Saúde. Manual de vigilância e controle da leishmaniose visceral. 1. ed., 5. reimp. Brasília: Ministério da Saúde, 2014. BRASIL. Ministério da Saúde. Guia de Vigilância em Saúde. 6. ed. Brasília: Ministério da Saúde, 2023. Cap. 4 (Leishmaniose Tegumentar e Leishmaniose Visceral). ORGANIZAÇÃO PAN-AMERICANA DA SAÚDE (OPAS). Leishmanioses: relatório epidemiológico nas Américas. n. 11. Washington, D.C.: OPAS, 2022. FUNDAÇÃO OSWALDO CRUZ (FIOCRUZ). Instituto Oswaldo Cruz. Especial Leishmaniose: ciência, prevenção e desafios no controle da doença. Rio de Janeiro: Fiocruz.
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Três dias de atualização científica com especialistas nacionais, certificação, apresentação de trabalhos e networking para quem atua na linha de frente da hanseníase na Amazônia.
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NotíciasNotícias da Infectologia
A vigilância sanitária como o principal sistema de proteção da saúde dos brasileiros
Especialistas destacam como a regulação rigorosa atua na prevenção de riscos e no controle de doenças, da água consumida diariamente à segurança de hospitais e vacinas
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Notas TécnicasNotícias da InfectologiaPrimário
Nota Técnica: Importância da vacinação contra COVID-19 e avaliação das evidências sobre cloroquina, hidroxicloroquina, ivermectina e proxalutamida
SBI publica nota técnica sobre a importância da vacinação contra a COVID-19 e avaliação das evidências sobre cloroquina, hidroxicloroquina, ivermectina e proxalutamida.
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Notas TécnicasNotícias da InfectologiaPrimário
Nota Técnica: Campanha de desinformação sobre a pandemia de COVID-19
Está em curso, nas redes sociais, uma campanha de desinformação sobre a resposta global à pandemia de covid-19. Cumprindo seu compromisso com a ciência e a saúde, a Sociedade Brasileira de Infectologia vem a público prestar esclarecimentos.
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NotíciasNotíciasNotícias da Infectologia
Aleitamento materno fortalece a imunidade nos primeiros anos de vida
Na Semana Mundial da Amamentação, especialistas destacam como a “primeira vacina” do bebê fortalece a imunidade, atua na formação da microbiota e na proteção contra doenças
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NotíciasNotícias SBI e Federadas
Ministério da Saúde inclui Infectologia no programa “Agora Tem Especialistas”
O Ministério da Saúde oficializou a ampliação do programa “Agora Tem Especialistas”, que agora passa a contar com sete áreas médicas a partir da inclusão da Infectologia. Formalizada pela Portaria SAES/MS nº 4.306, a medida representa um importante avanço para a saúde pública brasileira. O objetivo central dessa atualização é garantir que a atenção especializada chegue no tempo certo a quem mais precisa, oferecendo, assim, um atendimento mais rápido e resolutivo às pessoas que vivem com HIV/Aids e outras doenças infecciosas no Sistema Único de Saúde (SUS). Oferta de Cuidados Integrados Na prática, para os pacientes vivendo com HIV e Aids que necessitam de investigação diagnóstica, a principal mudança é o acesso à chamada Oferta de Cuidados Integrados. Trata-se de um modelo assistencial que reúne consultas com o infectologista, exames complementares e procedimentos em um único fluxo. Dessa forma, o novo formato reduz significativamente as barreiras burocráticas e o tempo de espera entre a suspeita clínica e a confirmação diagnóstica, assegurando uma jornada de cuidado mais contínua e eficiente dentro da rede pública. O papel do especialista e a prevenção de internações Além de otimizar a realização de exames, a inserção da especialidade no programa reconhece o papel fundamental do infectologista como o principal elo entre os cuidados ambulatoriais e hospitalares. Esse acesso ao profissional é determinante para a sobrevida e a qualidade de vida dos pacientes. No caso de pessoas imunossuprimidas, por exemplo, a avaliação especializada precoce permite a identificação rápida de infecções. Como resultado direto dessa agilidade, garante-se a aplicação de intervenções imediatas, o que reduz internações desnecessárias por meio de um acompanhamento prévio adequado. Desafios para a implementação Embora o reconhecimento da Infectologia como uma linha de cuidado formal fortaleça as respostas às doenças infecciosas no Brasil, o sucesso prático da medida ainda esbarra em desafios estruturais históricos. Para que a portaria cumpra seu propósito, será necessária uma execução engajada por parte de estados e municípios, que precisarão lidar com a distribuição ainda desigual de médicos infectologistas pelo território nacional. Portanto, superar essa barreira geográfica para manter os profissionais é o próximo passo para assegurar que a atenção especializada chegue igualmente a todos os brasileiros. Confira na íntegra a portaria publicada pelo Ministério da Saúde:https://www.in.gov.br/en/web/dou/-/portaria-saes/ms-n-4.306-de-24-de-junho-de-2026-714721733
