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SBI lança editais dos exames e certificações de 2026
As inscrições já estão abertas e vão até o dia 09 de outubro, consulte os editais para conferir todas as normas
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SBI publica nota técnica sobre a importância da vacinação contra a COVID-19 e avaliação das evidências sobre cloroquina, hidroxicloroquina, ivermectina e proxalutamida.
Está em curso, nas redes sociais, uma campanha de desinformação sobre a resposta global à pandemia de covid-19. Cumprindo seu compromisso com a ciência e a saúde, a Sociedade Brasileira de Infectologia vem a público prestar esclarecimentos.
A Sociedade Brasileira de Infectologia celebra a publicação do novo Consenso Brasileiro para o Diagnóstico e Tratamento da Candidemia e da Candidíase Invasiva em Adultos e Crianças, publicado no Brazilian Journal of Infectious Diseases. Elaborado por oito especialistas brasileiros com reconhecida atuação em micologia médica, o documento apresenta uma revisão abrangente e baseada nas melhores evidências disponíveis sobre os principais avanços na epidemiologia, no diagnóstico, no tratamento e na prevenção das infecções invasivas causadas por fungos do gênero Candida. Entre os temas abordados estão as mudanças na distribuição das espécies de Candida no Brasil, a emergência da resistência aos antifúngicos, o papel dos novos métodos diagnósticos, as indicações atualizadas de ecocardiografia e fundoscopia, a importância do controle do foco infeccioso e as recomendações para o uso de equinocandinas, incluindo novos agentes de ação prolongada. O documento também reforça a importância do acompanhamento pelo infectologista e dos programas de gerenciamento do uso de antifúngicos. As recomendações foram elaboradas a partir de perguntas estruturadas segundo a metodologia PICO, revisão sistemática da literatura científica e cuidadosa adaptação das evidências à realidade epidemiológica, laboratorial e assistencial brasileira. A Sociedade felicita todos os especialistas envolvidos pela conclusão deste importante trabalho, cuja elaboração foi iniciada ainda na gestão anterior. A continuidade institucional e a colaboração entre diferentes gerações de lideranças foram fundamentais para tornar possível a publicação de uma diretriz atual, abrangente e alinhada às necessidades do sistema de saúde brasileiro. Espera-se que este novo consenso contribua para padronizar condutas, qualificar a assistência e reduzir a ainda elevada mortalidade associada à candidemia e à candidíase invasiva no Brasil. Convidamos todos os profissionais de saúde e especialistas da área a aprofundarem seus conhecimentos. Acesse o documento na íntegra no Brazilian Journal of Infectious Diseases e mantenha-se atualizado com as melhores práticas da infectologia.
Temos o prazer de divulgar os desfechos da concessão de patrocínios para a participação dos associados na “AIDS 2026, the 26th International AIDS Conference”, a ser realizada no Rio de Janeiro entre 26 e 31 de julho do corrente ano, a partir de um subsídio para participação nesse evento, concedido pela empresa GSK Brasil, à qual somos extremamente gratos.
A Copa do Mundo FIFA 2026 será realizada entre 11 de junho e 19 de julho, com jogos nos Estados Unidos, Canadá e México. Diante do deslocamento internacional de grande volume de pessoas, da concentração de viajantes em eventos de massa e da diversidade epidemiológica dos países-sede, a preparação em saúde deve integrar o planejamento da viagem. A Sociedade Brasileira de Infectologia, por meio do Comitê de Medicina de Viagem, elaborou uma nota técnica com recomendações para viajantes, profissionais de saúde e serviços envolvidos na orientação pré-viagem. O documento reúne orientações sobre avaliação médica antes do embarque, atualização do calendário vacinal, prevenção de infecções respiratórias, segurança alimentar, diarreia do viajante, exposição a vetores e animais, prevenção de raiva e mordeduras, doenças transmitidas por carrapatos, cuidados relacionados a calor, multidões e segurança, infecções sexualmente transmissíveis, medicamentos para o kit de viagem e sinais de alerta após o retorno. A SBI reforça que a consulta pré-viagem deve ser realizada preferencialmente entre 4 e 8 semanas antes da partida, com avaliação individualizada conforme idade, comorbidades, gestação, imunossupressão, situação vacinal, itinerário, duração da viagem, tipo de hospedagem e atividades previstas. Mesmo quando a viagem está próxima, a avaliação médica ainda permite priorizar medidas essenciais, orientar condutas preventivas e reduzir riscos evitáveis. O material não substitui consulta médica individual. Recomendações sobre vacinas, profilaxias e cuidados em saúde devem ser definidas caso a caso, a partir do binômio viagem-viajante. Elaboração técnica: Andrey Biff Sarris, Antônio Camargo Martins, Clarissa Barros Madruga, Lessandra Michelin, Marcellus Dias da Costa, Mariana Margarita Martinez Quiroga, Pasesa Pascuala Quispe Torrez e Tânia do Socorro Souza Chaves, membros do Comitê de Medicina de Viagem da SBI. Revisão e aprovação: Karen Mirna Loro Morejón, diretora de Comunicação; André Bon Fernandes da Costa, coordenador dos Comitês de Medicina de Viagem, Medicina Tropical e Arboviroses; Tânia do Socorro Souza Chaves, presidente do Comitê de Medicina de Viagem; e Karis Marinho de Pinha Rodrigues, vice-presidente do Comitê de Medicina de Viagem. Confira o material completo da SBI e viaje com segurança:
Documento da Sociedade Brasileira de Infectologia reúne recomendações sobre vacinação, prevenção de doenças infecciosas e cuidados em grandes aglomerações para brasileiros que viajarão à Copa do Mundo FIFA 2026. A Sociedade Brasileira de Infectologia publicou uma nota técnica com recomendações para brasileiros que pretendem acompanhar a Copa do Mundo FIFA 2026, que será realizada entre os dias 11 de junho e 19 de julho de 2026, nos Estados Unidos, Canadá e México. Elaborado pelo Comitê Científico de Medicina de Viagem da SBI, o documento traz orientações sobre vacinação, prevenção de doenças infecciosas, alimentação segura, proteção contra doenças transmitidas por vetores, saúde sexual e cuidados relacionados ao calor extremo e às grandes aglomerações. Segundo a entidade, eventos de massa aumentam o risco de transmissão de doenças respiratórias, gastrointestinais e infecções sexualmente transmissíveis, além de favorecerem situações relacionadas à superlotação, acidentes e dificuldades no acesso aos serviços de saúde. A SBI recomenda que viajantes realizem consulta médica pré-viagem idealmente entre quatro e oito semanas antes do embarque. A avaliação permite atualizar o calendário vacinal, revisar condições clínicas e orientar medidas preventivas conforme o roteiro e o perfil do viajante. Entre as principais vacinas recomendadas estão influenza, COVID-19, tríplice viral (sarampo, caxumba e rubéola), dT ou dTpa, poliomielite e vacina contra o Vírus Sincicial Respiratório (VSR), de acordo com faixa etária e fatores de risco. Para alguns destinos e atividades específicas, também pode haver indicação individualizada de vacinas contra hepatite A, hepatite B, febre tifóide e raiva. A nota técnica também chama atenção para o aumento global dos casos de sarampo e reforça a importância da vacinação antes da viagem, especialmente em contextos de grande circulação internacional. Outro destaque do documento é a prevenção da chamada diarreia do viajante, agravo frequente em deslocamentos internacionais. A recomendação é evitar água e gelo de procedência desconhecida, consumir alimentos bem cozidos e manter rigorosa higiene das mãos. A entidade alerta ainda para doenças transmitidas por vetores, especialmente em regiões do México com registro de febre maculosa. O uso de repelentes aprovados pela Anvisa, roupas compridas e inspeção corporal após atividades ao ar livre estão entre as medidas preventivas recomendadas. Como a competição ocorrerá durante o verão no hemisfério norte, a SBI orienta atenção especial aos riscos relacionados ao calor excessivo e à desidratação. Hidratação frequente, planejamento de pausas e reconhecimento precoce de sinais de exaustão térmica são algumas das medidas indicadas. A nota técnica também aborda cuidados com infecções sexualmente transmissíveis (ISTs), reforçando a importância do uso de preservativos, realização de testagem e busca rápida por atendimento em situações de exposição de risco. Além disso, a SBI recomenda que os viajantes levem uma “farmacinha do viajante”, contendo medicamentos de uso contínuo, analgésicos, antitérmicos, sais de reidratação oral, repelente, protetor solar e itens básicos de primeiros socorros. O documento destaca ainda que sintomas como febre, diarreia persistente, lesões de pele ou manifestações respiratórias após o retorno ao Brasil devem motivar avaliação médica, com informação detalhada sobre os países visitados e datas da viagem. A nota técnica foi elaborada pelos membros do Comitê Científico de Medicina de Viagem da SBI e é assinada pelo presidente da entidade, Ricardo Sobhie Diaz. Acesse aqui.
SBI publica nota técnica sobre surto de Ebola na África Central e Oriental A Sociedade Brasileira de Infectologia (SBI), por meio do Comitê Científico de Saúde Única, publica nota técnica sobre o monitoramento e a avaliação de risco do surto de doença pelo vírus Ebola causado pelo Bundibugyo ebolavirus na África Central e Oriental. O documento reúne informações sobre a situação epidemiológica atual, caracterização da doença, desafios de controle, risco para profissionais de saúde, limitações de contramedidas médicas e recomendações para vigilância e resposta no Brasil. A nota foi redigida ou revisada pelos membros do Comitê de Saúde Única da SBI: Luana Silva Rodrigues de Araujo, Vanessa Schultz, Elna Joelane Lopes da Silva do Amaral, Andrea Maria de Assis Cabral, Francielly Marques Gastaldi, Larissa Simão Gandolpho, Marcos de Assis Moura, Marilia Dalva Turchi, Noaldo Oliveira de Lucena e Rodrigo Nogueira Angerami. Acesse o documento completo abaixo.
Nova série de educação continuada discute como a pandemia alterou o perfil microbiológico das UTIs e reforça estratégias de prevenção e uso racional de antibióticos
A Sociedade Brasileira de Infectologia acaba de lançar a campanha “A presença da Infectologia no Brasil”, a iniciativa busca compreender a realidade da especialidade além dos grandes centros, entendendo que defender a categoria exige identificar onde o infectologista está presente e onde sua atuação é mais urgente. O projeto visa transformar a vivência de cada profissional, das capitais ao interior, como argumento para a agenda de advocacy e de valorização dos infectologistas. As desigualdade territoriais no Brasil e o papel do infectologista frente a isso Os dados da Demografia Médica no Brasil 2025 revelam um cenário que impacta diretamente a saúde pública. Atualmente, contamos com 4.801 infectologistas no país, o que representa uma média nacional de 2,26 especialistas por 100 mil habitantes. No entanto, a distribuição desses profissionais reflete um cenário de grande desigualdade da Infectologia no Brasil: A infectologia é indispensável para o sistema de saúde, atuando não apenas na clínica, como também na vigilância epidemiológica, no controle de infecções hospitalares e na resposta a surtos e pandemias. Eduardo Medeiros, médico infectologista e membro da SBI, alerta que a ausência desses especialistas em certas regiões eleva o risco de diagnósticos tardios e disseminação de doenças. “A distribuição dos infectologistas reflete diretamente a nossa capacidade de resposta a crises sanitárias. Onde esses profissionais não estão, há maior risco”, afirma Medeiros. A feminização e transformação do perfil do infectologista Ao mesmo tempo, a especialidade acompanha mudanças importantes no perfil da medicina brasileira. Somos uma das especialidades que mais reflete a feminização da medicina: a presença feminina saltou de 41% em 2010 para 50,9% em 2025, com projeções de que as mulheres irão representar 56% da força de trabalho até 2035. A infectologia reflete esse movimento, com presença crescente de mulheres e profissionais mais jovens. Próximas iniciativas visando a transformação social O objetivo central é que o dado estatístico deixe de ser apenas um número e se torne uma forma de argumentar para valorizar o infectologista. Com essa campanha, a SBI reforça que escutar os profissionais e entender suas diferentes realidades é um gesto de transparência e defesa da especialidade. Os profissionais podem acessar o site oficial da campanha: A Presença da Infectologia no Brasil e contribuir para o diagnóstico de todo território nacional. Referências SCHEFFER, Mário (coord.). Demografia Médica no Brasil 2025. São Paulo, SP: FMUSP, AMB, 2025. BRASIL. Ministério da Saúde. Usuários de plano de saúde têm mais acesso a cirurgias do que pacientes do SUS, aponta Demografia Médica 2025. Brasília, DF: Ministério da Saúde, 2025.
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