A Sociedade Brasileira de Pediatria (SBP) comunicou a prorrogação das inscrições para os seus exames de titulação. Médicos interessados têm até às 17h (horário de Brasília) de hoje, 30 de abril, para concluir o processo. A decisão foi formalizada pela Comissão Executiva de Titulações da SBP e a errata com os detalhes do cronograma está disponível no portal da instituição. O papel da SBP Fundada em 1910, a SBP é uma das mais antigas associações de especialidades médicas do país. A entidade atua como a principal voz na defesa da saúde da criança e do adolescente, sua atuação abrange desde a educação continuada até a elaboração de políticas públicas. Como se inscrever A inscrição deve ser feita pelo site oficial. É importante que os candidatos confiram a errata publicada para garantir o cumprimento de todos os pré-requisitos. Link para editais e inscrições: Página de Concursos de Títulos – SBP
Notícias
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Notícias da Infectologia
Hesitação vacinal ainda desafia o controle de doenças mesmo com recuperação da cobertura vacinal no Brasil
Semana Mundial de Imunização reforça importância da confiança na ciência diante da desinformação e do risco de reintrodução de doenças preveníveis A recuperação gradual das coberturas vacinais no Brasil representa um avanço importante para a saúde pública. No entanto, especialistas alertam que a hesitação vacinal ainda permanece como um desafio relevante para o controle de doenças imunopreveníveis. Durante a Semana Mundial de Imunização de 2026, o debate sobre a importância da vacinação ganha destaque em meio a um cenário que combina retomada dos índices de imunização, circulação de desinformação e preocupação com o retorno de doenças anteriormente controladas. Após anos de queda nas taxas de vacinação, dados recentes do Ministério da Saúde indicam melhora nos indicadores nacionais, especialmente entre as vacinas infantis. Apesar desse avanço, ainda há desigualdade entre municípios e dificuldades para alcançar as metas de cobertura recomendadas. Cobertura vacinal continua sendo uma das principais estratégias de prevenção A vacinação é considerada uma das medidas mais eficazes para prevenção de doenças infecciosas ao longo da vida. Além da proteção individual, as vacinas contribuem para a imunidade coletiva, reduzindo a circulação de agentes infecciosos e protegendo grupos mais vulneráveis. O Brasil possui um dos maiores programas públicos de imunização do mundo, por meio do Programa Nacional de Imunizações (PNI), que oferece gratuitamente vacinas pelo Sistema Único de Saúde (SUS). Atualmente, o PNI disponibiliza dezenas de imunobiológicos voltados à prevenção de doenças como poliomielite, sarampo, hepatites virais, meningites, febre amarela e influenza. Ao longo das últimas décadas, a vacinação foi decisiva para a eliminação da varíola e para o controle da poliomielite no país, além da redução expressiva de hospitalizações e mortes relacionadas a doenças infecciosas. Hesitação vacinal permanece como barreira no controle de doenças Mesmo com ampla disponibilidade de vacinas, a hesitação vacinal ainda interfere na adesão da população às campanhas de imunização. O fenômeno é multifatorial e envolve dúvidas sobre segurança, percepção reduzida de risco das doenças, baixa confiança institucional e, principalmente, circulação de informações falsas em redes sociais e ambientes digitais. Segundo pesquisas sobre comportamento vacinal no Brasil, parte da população já relatou receio em relação à vacinação após contato com conteúdos negativos ou desinformação. A queda nas coberturas vacinais registrada nos últimos anos reforçou o alerta para possíveis impactos epidemiológicos. Em alguns períodos recentes, determinadas vacinas infantis chegaram a registrar coberturas abaixo do recomendado, aumentando o risco de reintrodução de doenças preveníveis. Cobertura vacinal mostra sinais de recuperação Dados recentes do Ministério da Saúde apontam melhora progressiva nos indicadores de imunização infantil. Entre os principais avanços observados: Apesar dos avanços, especialistas destacam que a recuperação ainda não é homogênea em todo o território nacional e que parte das vacinas segue abaixo das metas ideais. Estratégias de conscientização e compromisso coletivo Entre as estratégias adotadas pelo sistema público de saúde, destaca-se o microplanejamento, modelo que integra ações entre equipes de imunização e atenção primária. A proposta inclui análise territorial, identificação de grupos com baixa cobertura, busca ativa de não vacinados e organização local das campanhas. Além das ações operacionais, especialistas reforçam a importância da comunicação em saúde como ferramenta para combater a desinformação e fortalecer a confiança da população nas vacinas. A ampliação das coberturas vacinais depende de um esforço coletivo envolvendo profissionais de saúde, gestores públicos, escolas, famílias e meios de comunicação. Fortalecer a confiança na ciência, ampliar o acesso à informação qualificada e manter campanhas permanentes de conscientização são medidas fundamentais para reduzir o risco de retorno de doenças preveníveis. Referências BRASIL. Ministério da Saúde. Programa Nacional de Imunizações (PNI). Brasília, DF: Ministério da Saúde, [2026].BRASIL. Ministério da Saúde. Secretaria de Vigilância em Saúde e Ambiente. …
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Notícias SBI e Federadas
Brasília sediará o MEDTROP 2026, um dos principais congressos brasileiros sobre doenças infecciosas e tropicais
Congresso reunirá especialistas, pesquisadores e profissionais da saúde em Brasília para discutir os principais desafios das doenças infecciosas e tropicais sob a perspectiva do Sul Global O MEDTROP 2026 já está com inscrições abertas e reunirá profissionais da saúde, pesquisadores, estudantes e gestores para discutir avanços científicos, desafios epidemiológicos e estratégias de enfrentamento das doenças infecciosas e tropicais. Considerado um dos principais encontros nacionais da área, o congresso promove integração entre diferentes especialidades e fomenta o debate sobre saúde pública em contextos tropicais. Promovido pela Sociedade Brasileira de Medicina Tropical, o evento acontecerá entre os dias 16 e 19 de agosto de 2026, no Centro de Convenções Ulysses Guimarães, em Brasília. Nesta edição, o tema central será “Saúde nos trópicos: uma visão integradora sob a perspectiva do Sul Global”, propondo discussões sobre desigualdades em saúde, vigilância epidemiológica, inovação científica e desafios regionais relacionados às doenças tropicais. O congresso é reconhecido por reunir especialistas em infectologia, parasitologia, microbiologia, saúde coletiva e áreas correlatas, promovendo debates que abrangem desde arboviroses e doenças negligenciadas até resistência antimicrobiana, mudanças climáticas e emergências sanitárias. Além da programação científica, o MEDTROP também incentiva a participação coletiva por meio de inscrições em grupo, modalidade que favorece a participação coletiva e a troca de experiências entre profissionais. Os descontos são progressivos: grupos a partir de 10 pessoas recebem 10% de desconto; com 20 participantes, o benefício chega a 20%; e grupos com 30 inscritos garantem 30% de abatimento. A participação em grupo favorece a troca de experiências entre profissionais que compartilham rotinas assistenciais, linhas de pesquisa e interesses científicos, fortalecendo a construção coletiva do conhecimento e ampliando o impacto das discussões desenvolvidas durante o congresso. Os valores atuais de inscrição permanecem válidos até 30 de abril de 2026. Após essa data, o evento entrará em uma nova fase de preços. Mais informações sobre programação, regras de inscrição e detalhes do congresso estão disponíveis no site oficial do evento.Informações e inscrições: https://www.medtrop2026.com.br/medtrop2026.
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Notícias SBI e Federadas
SBI lança campanha “A Presença da Infectologia no Brasil” para mapear e fortalecer a especialidade nos territórios
A Sociedade Brasileira de Infectologia acaba de lançar a campanha “A presença da Infectologia no Brasil”, a iniciativa busca compreender a realidade da especialidade além dos grandes centros, entendendo que defender a categoria exige identificar onde o infectologista está presente e onde sua atuação é mais urgente. O projeto visa transformar a vivência de cada profissional, das capitais ao interior, como argumento para a agenda de advocacy e de valorização dos infectologistas. As desigualdade territoriais no Brasil e o papel do infectologista frente a isso Os dados da Demografia Médica no Brasil 2025 revelam um cenário que impacta diretamente a saúde pública. Atualmente, contamos com 4.801 infectologistas no país, o que representa uma média nacional de 2,26 especialistas por 100 mil habitantes. No entanto, a distribuição desses profissionais reflete um cenário de grande desigualdade da Infectologia no Brasil: A infectologia é indispensável para o sistema de saúde, atuando não apenas na clínica, como também na vigilância epidemiológica, no controle de infecções hospitalares e na resposta a surtos e pandemias. Eduardo Medeiros, médico infectologista e membro da SBI, alerta que a ausência desses especialistas em certas regiões eleva o risco de diagnósticos tardios e disseminação de doenças. “A distribuição dos infectologistas reflete diretamente a nossa capacidade de resposta a crises sanitárias. Onde esses profissionais não estão, há maior risco”, afirma Medeiros. A feminização e transformação do perfil do infectologista Ao mesmo tempo, a especialidade acompanha mudanças importantes no perfil da medicina brasileira. Somos uma das especialidades que mais reflete a feminização da medicina: a presença feminina saltou de 41% em 2010 para 50,9% em 2025, com projeções de que as mulheres irão representar 56% da força de trabalho até 2035. A infectologia reflete esse movimento, com presença crescente de mulheres e profissionais mais jovens. Próximas iniciativas visando a transformação social O objetivo central é que o dado estatístico deixe de ser apenas um número e se torne uma forma de argumentar para valorizar o infectologista. Com essa campanha, a SBI reforça que escutar os profissionais e entender suas diferentes realidades é um gesto de transparência e defesa da especialidade. Os profissionais podem acessar o site oficial da campanha: A Presença da Infectologia no Brasil e contribuir para o diagnóstico de todo território nacional. Referências SCHEFFER, Mário (coord.). Demografia Médica no Brasil 2025. São Paulo, SP: FMUSP, AMB, 2025. BRASIL. Ministério da Saúde. Usuários de plano de saúde têm mais acesso a cirurgias do que pacientes do SUS, aponta Demografia Médica 2025. Brasília, DF: Ministério da Saúde, 2025.
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Em matéria sobre “Semana de mobilização nas escolas”, o Dr André Bon representou a Sociedade Brasileira de Infectologia (SBI), junto ao Hospital Universitário de Brasilía sobre a campanha de vacinação nas escolas. Assista aqui: https://g1.globo.com/jornal-hoje/video/comeca-hoje-a-semana-de-mobilizacao-nas-escolas-14555538.ghtml
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SAIU NA IMPRENSA: Dengue pode aumentar em 17 vezes o risco de síndrome de Guillain-Barré, aponta estudo da Fiocruz
Em matéria sobre “Dengue pode aumentar em 17 vezes o risco de síndrome de Guillain-Barré, aponta estudo da Fiocruz”, o Dr Paulo Gewehr representou a Sociedade Brasileira de Infectologia (SBI) falando sobre estudo conduzido por pesquisadores da Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz) Bahia e publicado na revista científica The New England Journal Medicine. Leia aqui: https://www.estadao.com.br/pulsa/medicina-e-estudos/dengue-pode-aumentar-em-17-vezes-o-risco-de-sindrome-de-guillain-barre-aponta-estudo-da-fiocruz-nprm/
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SAIU NA IMPRENSA: Doença rara começa a ganhar resposta estruturada pelo SUS na Amazônia
Em matéria sobre “Doença de Jorge Lobo”, o Dr Klinger Faíco representou a Sociedade Brasileira de Infectologia (SBI), falando sobre as condições da doença, formas de transmissão e o padrão de distribuição da doença. Leia aqui; https://www1.folha.uol.com.br/equilibrioesaude/2026/04/doenca-rara-comeca-a-ganhar-resposta-estruturada-pelo-sus-na-amazonia.shtml
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DestaqueNotíciasSaiu na Imprensa
SAIU NA IMPRENSA: SP registra morte por febre amarela; veja quem deve se vacinar
Em matéria sobre febre amarela, o Dr César Carranza Tamayo representou a Sociedade Brasileira de Infectologia (SBI) explicando sobre a importância da vacinação contra a febre amarela, riscos para a população e imunização. Leia aqui: https://www.estadao.com.br/pulsa/medicina-e-estudos/sp-registra-morte-por-febre-amarela-veja-quem-deve-se-vacinar-nprm/
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SBI Atualiza: série sobre Tuberculose traz debates sobre diagnóstico e resistência
A Sociedade Brasileira de Infectologia disponibiliza em seu canal no YouTube um novo módulo do projeto SBI Atualiza, desta vez dedicado à Tuberculose. Lançadas em 14 de abril, as quatro aulas abordam aspectos centrais do diagnóstico e do manejo clínico da doença, com foco na prática médica. A tuberculose segue como um dos principais desafios da saúde pública e da infectologia, tanto pela sua carga epidemiológica quanto pelas complexidades relacionadas ao diagnóstico, tratamento e controle. Nesse contexto, a nova série foi estruturada para oferecer atualização objetiva, baseada nas evidências mais recentes e aplicável ao dia a dia dos profissionais de saúde. O módulo reúne especialistas que discutem temas relevantes e atuais: Na Aula 1, o Dr. Max Igor Banks Ferreira Lopes aborda a viabilidade e a necessidade de testagem para Infecção Latente por Tuberculose (ILTB), trazendo reflexões sobre indicação e estratégias diagnósticas. Na Aula 2, a Dra. Valéria Rolla discute o papel da baciloscopia na atualidade, além de analisar perspectivas relacionadas à redução do tempo de tratamento da tuberculose ativa. A Aula 3 conta com a Dra. Mariângela Ribeiro Resende, que apresenta atualizações no manejo da tuberculose droga-resistente (TB-DR), um dos pontos mais desafiadores no controle da doença. Já na Aula 4, o Dr. Olavo Henrique Munhoz Leite explora os desafios e a importância do tratamento da ILTB em pessoas que vivem com HIV, destacando a interface entre as duas condições. As aulas estão disponíveis gratuitamente e podem ser acessadas na playlist SBI Atualiza – Tuberculose, no canal oficial da entidade no YouTube. Para acompanhar novos conteúdos e atualizações, a recomendação é se inscrever no canal da Sociedade Brasileira de Infectologia e ativar as notificações. Como assistir: As aulas são abertas e podem ser acessadas na playlist do canal da SBI no YouTube: SBI ATUALIZA – TUBERCULOSE
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NotíciasDestaqueSaiu na Imprensa
SAIU NA IMPRENSA: Cidades do Vale do Paraíba intensificam medidas de combate à dengue
Em matéria sobre “Cidades do Vale do Paraíba intensificam medidas de combate à dengue”, a Dra Rosana Ritchmann, representou a Sociedade Brasileira de Infectologia (SBI), explicando sobre baixa adesão à vacinação contra a dengue, quais são as causas, qual é a meta, por que a vacina está restrita a um determinado público. Ouça aqui: https://www.youtube.com/live/h-k_XxWmRJ0?t=550s
