A SBI e a ABTO publicam diretrizes essenciais para resguardar receptores de órgãos sólidos e de células hematopoiéticas, alertando para o papel fundamental dos familiares na prevenção
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I Simpósio Einstein de Infectologia e Controle de Infecção ocorrerá em outubro
Evento presencial reunirá especialistas em São Paulo para debater melhores práticas, manejo de microrganismos multirresistentes e novas abordagens terapêuticas
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Conheça o SBI Associados: o novo aplicativo da Sociedade Brasileira de Infectologia
Ferramenta desenvolvida pela Softaliza centraliza serviços, facilita a comunicação e já está disponível para download gratuito em dispositivos iOS e Android
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Raiva humana: diretrizes clínicas e condutas imediatas após agressão por animais
A profilaxia pós-exposição realizada de forma oportuna é a única medida capaz de evitar o desenvolvimento da raiva, cuja letalidade é alta
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Profilaxia Pós-Exposição da Raiva: história, avanços e perspectivas
Escrito por: Dr. Marcellus Costa A raiva acompanha a humanidade há milênios. Uma vez instalada a encefalite clínica, a evolução é quase invariavelmente fatal; paradoxalmente, a infecção pode ser evitada mesmo depois da exposição. Durante séculos, o manejo das mordeduras atribuídas a animais raivosos limitou-se essencialmente a medidas locais, entre elas a cauterização, prática descrita desde a Antiguidade e ainda recomendada até o final do século XIX (TARANTOLA, 2017). A mudança decisiva ocorreu em 1885, quando Louis Pasteur e seus colaboradores trataram Joseph Meister, de nove anos, após múltiplas mordeduras por um cão raivoso, com uma série de inoculações de preparações obtidas de medula espinal de coelhos infectados. Meister sobreviveu, e a possibilidade de prevenir uma doença fatal por meio da vacinação após a exposição tornou-se um dos grandes marcos da medicina do final do século XIX (TARANTOLA, 2017; GOMES, 2021). A nova profilaxia difundiu-se rapidamente e chegou muito cedo ao Brasil. Em 1886, menos de um ano após o tratamento de Meister, o governo imperial, em acordo com a Santa Casa da Misericórdia do Rio de Janeiro, encarregou o médico Augusto Ferreira dos Santos, professor da Faculdade de Medicina, de estudar na França o método desenvolvido por Pasteur e viabilizar sua introdução no país (TEIXEIRA; SANDOVAL; TAKAOKA, 2004). Um episódio ilustra as dificuldades dessa transferência de tecnologia: na viagem de retorno, Ferreira dos Santos trouxe coelhos inoculados em Paris e, quando estes adoeceram durante a travessia, realizou a passagem do vírus para outros coelhos ainda a bordo do navio, preservando o material necessário para implantar a vacinação no Rio de Janeiro (GOMES, 2021). Em 9 de fevereiro de 1888, a menina Isolina Torres recebeu, na Santa Casa, o primeiro tratamento antirrábico realizado no Brasil; poucos dias depois, em 25 de fevereiro, foi inaugurado o Instituto Pasteur do Rio de Janeiro, sob a direção de Ferreira dos Santos (GOMES, 2021). Em São Paulo, o Instituto Pasteur foi criado em 1903 e tornou-se importante centro de assistência, diagnóstico, pesquisa e controle da raiva (TEIXEIRA; SANDOVAL; TAKAOKA, 2004). Sua história também se entrelaça com a compreensão da epidemiologia da doença: em 1908, seu diretor Antonio Carini levantou a hipótese de que morcegos hematófagos estariam envolvidos na transmissão da raiva de bovinos e equinos, ideia inicialmente recebida com ceticismo e posteriormente confirmada (SÃO PAULO, 2026). Atualmente, o Instituto Pasteur de São Paulo é Laboratório de Referência Nacional para Raiva do Ministério da Saúde e Centro Colaborador da Organização Pan-Americana da Saúde e da Organização Mundial da Saúde em Raiva, recebendo inclusive amostras de outros países da região para análises especializadas (OPAS, 2026). As primeiras vacinas antirrábicas estavam, porém, muito distantes dos produtos atuais. Preparadas a partir de tecido nervoso de animais infectados, elas foram sucessivamente modificadas, com formulações como as de Fermi e Semple e, posteriormente, a vacina de Fuenzalida-Palacios, produzida em cérebro de camundongos lactentes. Esta última representou importante avanço em relação às vacinas nervosas anteriores e teve ampla utilização na América Latina e no Brasil. Ainda assim, continha tecido nervoso e podia provocar eventos adversos neurológicos graves, inclusive reações desmielinizantes; documentos brasileiros estimavam essas reações em aproximadamente 1 para 120 mil vacinados e ressaltavam sua associação com o número de doses e a repetição dos esquemas (BRASIL, 2001). Além disso, a profilaxia das exposições consideradas graves podia exigir séries prolongadas: no Brasil foram empregados esquemas de dez doses consecutivas, seguidas de três reforços. Em outros contextos, vacinas de tecido nervoso chegaram a ser administradas em esquemas de 14 doses diárias, acrescidas de reforços (BRASIL, 2001; WORLD HEALTH ORGANIZATION, 1973). A introdução das vacinas produzidas em cultivo celular modificou profundamente esse cenário. …
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Como o pioneirismo no acesso universal ao tratamento, o fortalecimento da saúde pública e a união entre ciência e sociedade transformaram o Brasil em referência mundial no combate à HIV/Aids
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Iniciativa conjunta da Sociedade Brasileira de Infectologia e da Sociedade Gaúcha de Infectologia apresenta a Carta de Porto Alegre e propõe uma resposta integrada à epidemia
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Curso “Rota Paliativa” capacita médicos para prescrição segura em cuidados paliativos
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SBI lança editais dos exames e certificações de 2026
As inscrições já estão abertas e vão até o dia 09 de outubro, consulte os editais para conferir todas as normas
