Disponível para associados, o curso divide-se em seis módulos e visa preparar a classe médica para os desafios climáticos e ambientais da atualidade
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Carta de Porto Alegre consolida aliança histórica para o enfrentamento do HIV no Rio Grande do Sul
Iniciativa une ciência, poder público e sociedade civil diante de indicadores alarmantes da epidemia no estado e reforça estratégias de prevenção e equidade
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SBI fortalece presença da infectologia no 4º Congresso Brasileiro de Medicina Geral
Participação reforça o papel da infectologia na formação médica e na atualização de profissionais da atenção primária e urgência
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Veja como foi a participação da SBI no Congresso Infecto Norte-Nordeste 2026
Diretoria da SBI reunida à frente do painel no X Congresso Norte-Nordeste Com foco em integração regional e inovação, Natal sedia o X Congresso Norte-Nordeste de Infectologia, o evento discutiu desde temas como humanização no tratamento do HIV até o impacto da IA na especialidade. Entre os dias 4 e 6 de junho de 2026, a cidade de Natal (RN) sediou o X Congresso Norte-Nordeste de Infectologia. O evento registrou alta adesão, com 492 inscritos e 318 trabalhos submetidos, demonstrando a força da produção científica e o crescente interesse pela pesquisa nas duas regiões. Com o apoio e a presença da diretoria da Sociedade Brasileira de Infectologia (SBI), o congresso não foi apenas um espaço de atualização clínica, mas também um ambiente para fortalecer as redes de colaboração entre profissionais de diferentes estados, unindo pesquisadores, serviços de saúde e sociedades médicas. Infectologistas durante o evento Confira, a seguir, um panorama com os principais temas abordados e discutidos no evento. Doenças tropicais e o alerta das mudanças climáticas As arboviroses, doenças transmitidas por mosquitos, abriram as discussões. O manejo hospitalar da dengue grave foi analisado sob a ótica das novas recomendações de fluxo, enquanto os debates sobre a Chikungunya focaram no impacto da dor crônica e na necessidade de reabilitação. Em paralelo, as mudanças ambientais globais moldaram as discussões sobre doenças emergentes. Com a alteração do clima, patógenos antes isolados passam a preocupar os sistemas de saúde do Norte e Nordeste. Algumas questões apresentadas foram: ISTs, humanização e novas formas de prevenção As discussões focadas em HIV e infecções sexualmente transmissíveis trouxeram importantes debates, unindo o avanço da ciência ao atendimento humanizado. Nesse tema, o destaque foi o debate sobre o desejo de amamentar por mulheres vivendo com HIV/Aids, em que equipes multiprofissionais e infectopediatras discutiram como acolher essas mães dentro do cenário de políticas públicas do Brasil. Em relação à prática clínica e prevenção, o congresso apontou as principais tendências em prevenção e tratamento: Roda de conversa e debate O desafio das bactérias multirresistentes A realidade da terapia intensiva e da resistência bacteriana ganharam sessões de excelente nível técnico. O conferencista internacional André Kalil trouxe importantes informações sobre o manejo da febre na UTI e as estratégias para o diagnóstico precoce da sepse, que continua sendo um dos obstáculos da medicina intensiva. A preocupação com as superbactérias também esteve bem presente no congresso. Os palestrantes enfatizaram como o sequenciamento genético e os painéis moleculares ajudam a tomar decisões terapêuticas rápidas, o que acendeu um alerta para as ISTs, tendo em vista a perda de sensibilidade a antimicrobianos observada no Brasil. Avanços da tecnologia e o futuro da especialidade O uso da Inteligência Artificial foi destacado como uma ferramenta promissora para prever surtos epidemiológicos e auxiliar no diagnóstico clínico. Paralelamente, a Telemedicina se consolidou como um suporte remoto fundamental para regiões isoladas do Norte e Nordeste, entretanto, foi reforçada a necessidade de cautela e critérios rigorosos ao diagnosticar por meio dessas novas tecnologias. Por fim, o evento reservou espaço para a comunicação, destacando o papel crucial de médicos e cientistas na divulgação científica responsável através das redes sociais, combatendo as fake news em saúde. O X Congresso Norte-Nordeste de Infectologia foi encerrado com a premiação dos melhores trabalhos científicos apresentados, consolidando a edição de 2026 como um marco de inovação e valorização da ciência nacional da especialidade em todo o país. Entrega de premiação e certificados
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Dia Mundial do Meio Ambiente: por que a Saúde Única é fundamental para compreender os desafios sanitários do século XXI?
No Dia Mundial do Meio Ambiente, celebrado em 5 de junho, a Sociedade Brasileira de Infectologia reflete sobre uma conexão que influencia diretamente a saúde de todos nós: a relação entre seres humanos, animais, meio ambiente, condições de vida e informação. Enchentes, queimadas, desmatamento, perda da biodiversidade e eventos climáticos incrementais e extremos não são apenas questões ambientais. Eles afetam a forma como vivemos, trabalhamos, nos alimentamos, nos deslocamos e, consequentemente, impactam a ocorrência e a disseminação de doenças infecciosas. É justamente dessa compreensão que nasce o conceito de Saúde Única. A Saúde Única parte do princípio de que a saúde humana está profundamente conectada à saúde animal e ao equilíbrio dos ecossistemas. No entanto, essa abordagem vai além de uma simples visão integrada desses componentes. Trata-se de uma perspectiva transversal, que exige a colaboração entre diferentes áreas do conhecimento para compreender e enfrentar problemas complexos que não podem ser explicados por uma única disciplina. Médicos, veterinários, biólogos, ecologistas, epidemiologistas, cientistas sociais, profissionais da comunicação, gestores públicos, urbanistas, engenheiros, climatologistas e especialistas em tecnologia e dados, dentre outros, possuem papéis complementares na compreensão dos desafios sanitários contemporâneos. Essa característica torna a Saúde Única mais complexa, mas também ainda mais necessária. É fundamental compreender que doenças infecciosas não surgem nem se espalham apenas por características biológicas dos microrganismos: elas são influenciadas por fatores ambientais, sociais, econômicos, culturais e comportamentais que interagem de forma dinâmica e muitas vezes imprevisível. Por isso, a Saúde Única vem se consolidando como uma das principais bases conceituais da infectologia moderna. Nas últimas décadas, observamos um aumento na frequência e na complexidade de emergências sanitárias em todo o mundo. Mudanças ambientais têm favorecido a expansão de doenças transmitidas por vetores, como a dengue, alterado padrões epidemiológicos tradicionais e ampliado o risco de surgimento de novas zoonoses. Ao mesmo tempo, eventos climáticos extremos desafiam a capacidade de resposta dos sistemas de saúde. As enchentes favorecem a ocorrência de doenças como leptospirose, hepatite A, arboviroses e outras infecções relacionadas à contaminação da água. As queimadas e a poluição atmosférica aumentam a vulnerabilidade a infecções respiratórias, fragilizam organismos e agravam doenças pré-existentes. O desmatamento e a expansão de atividades humanas sobre áreas naturais ampliam o contato entre seres humanos, animais silvestres e agentes infecciosos antes restritos a determinados ecossistemas. Entretanto, compreender os desafios sanitários atuais exige olhar, de forma intencional e apurada, para outra dimensão fundamental: os determinantes sociais da saúde. Condições de moradia, acesso à água potável, saneamento básico, alimentação adequada, renda, escolaridade, acesso aos serviços de saúde e condições de trabalho influenciam diretamente o risco de adoecimento e a capacidade das pessoas de se protegerem diante das ameaças sanitárias. Os impactos das mudanças ambientais e climáticas, por exemplo, não são distribuídos de maneira igualitária na sociedade. Populações socialmente vulnerabilizadas costumam sofrer de forma mais intensa as consequências de enchentes, secas, ondas de calor, insegurança alimentar e exposição a doenças infecciosas. Isso significa que discutir Saúde Única também é discutir equidade. Além disso, um novo componente passou a desempenhar papel central na dinâmica das doenças: a informação. Vivemos em uma era em que notícias, opiniões, conteúdos científicos e desinformação circulam em velocidade sem precedentes e, muitas vezes, traduzidas com falsa equivalência. A forma como as pessoas recebem, interpretam e compartilham informações influencia diretamente comportamentos relacionados à saúde, como a adesão à vacinação, a busca por atendimento médico, a adoção de medidas de prevenção e a confiança nas instituições de saúde. Por essa razão, a comunicação tornou-se um elemento estratégico para a saúde pública e para a infectologia contemporânea. Hoje, compreender uma epidemia exige analisar não apenas a circulação de …
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Inscrições prorrogadas: bolsa de participação no AIDS 2026 (até 02/06)
Atendendo a solicitações, a Sociedade Brasileira de Infectologia prorrogou o prazo para submissão das candidaturas à bolsa de participação no AIDS 2026. O formulário poderá ser enviado até amanhã, 02 de junho de 2026 (terça-feira), às 23h59. A inscrição deverá ser encaminhada para o e-mail sbi@infectologia.org.br, com o formulário devidamente preenchido e anexado à mensagem. Assunto do e-mail: Bolsa AIDS 2026 Ressaltamos que candidaturas enviadas após o prazo estabelecido não poderão ser consideradas. Para mais informações sobre os critérios e o processo de seleção, consulte o regulamento da bolsa de participação no AIDS 2026. Clique aqui para baixar o formulário.
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Rio de Janeiro sediará o AIDS 2026, a maior conferência mundial sobre HIV e AIDS
Com o tema “Repensar. Reconstruir. Ascender.”, a 26ª Conferência Internacional sobre a AIDS será realizada no Brasil entre os dias 26 e 31 de julho de 2026 A cidade do Rio de Janeiro será sede da AIDS 2026, a 26ª Conferência Internacional sobre a AIDS, organizada pela International AIDS Society. Considerado o principal encontro global dedicado ao HIV e à AIDS, o evento ocorrerá entre os dias 26 e 31 de julho de 2026 e reunirá cientistas, médicos, ativistas, gestores públicos e comunidades de pessoas vivendo com HIV de diferentes países. Com o tema “Repensar. Reconstruir. Ascender.”, a conferência acontece em um momento considerado decisivo para a resposta global ao HIV, marcado por desafios relacionados ao financiamento internacional e à sustentabilidade das políticas públicas de enfrentamento da epidemia. A edição de 2026 propõe debates sobre os impactos da crise global de financiamento em saúde, intensificada após a suspensão de parte da ajuda externa dos Estados Unidos no início de 2025. O cenário tem levantado preocupações sobre possíveis retrocessos no acesso à prevenção, diagnóstico e tratamento em diversos países. A realização da conferência no Brasil representa um marco para a América Latina e fortalece a troca de experiências, estratégias e avanços científicos entre profissionais e instituições do continente. Detalhes do evento: Avanços científicos e desafios para a sustentabilidade da resposta ao HIV Mais de quatro décadas de enfrentamento ao HIV transformaram a infecção em uma condição controlável para pessoas com acesso adequado ao tratamento. Segundo dados da UNAIDS, até o final de 2024, as mortes relacionadas à AIDS caíram 54%, enquanto as novas infecções diminuíram 40% desde 2010. Os tratamentos atuais permitem que pessoas vivendo com HIV atinjam carga viral indetectável, portanto, são intransmissíveis por vias sexuais, conceito conhecido como I=I (Indetectável = Intransmissível). Além disso, avanços recentes ampliaram as possibilidades de prevenção com medicamentos de longa duração altamente eficazes, como lenacapavir e cabotegravir, além de novas tecnologias de prevenção oral em fase final de desenvolvimento. Apesar dos avanços científicos, os indicadores globais ainda preocupam. Dados da UNAIDS mostram que, em 2023 e 2024, aproximadamente 1,3 milhão de pessoas contraíram HIV a cada ano, enquanto cerca de 630 mil morreram de causas relacionadas à AIDS. No mesmo período, 9,2 milhões de pessoas vivendo com HIV permaneciam sem acesso aos medicamentos essenciais. As desigualdades sociais, barreiras estruturais e situações de discriminação seguem entre os principais fatores que dificultam o acesso à prevenção e ao tratamento em diferentes regiões do mundo. Diante desse cenário, a sustentabilidade financeira da resposta ao HIV será um dos temas centrais da AIDS 2026. A conferência deve discutir caminhos para ampliar o financiamento interno dos países, otimizar investimentos e fortalecer políticas públicas sustentáveis, evitando retrocessos nos avanços conquistados nas últimas décadas. Mais informações sobre o evento e sua programação estão disponíveis no portal oficial: https://www.iasociety.org/conferences/aids2026 SBI viabiliza a participação de associados A Sociedade Brasileira de Infectologia (SBI) viabilizará a participação de infectologistas brasileiros com atuação direta em assistência, prevenção, pesquisa e ensino em HIV/aids na 26ª International AIDS Conference. A ação se deve ao uso de verba solicitada pela SBI à GSK-ViiV para este fim, que está dentro do escopo da educação médica continuada. Para participar, acesse: Concorra a bolsa de participação na AIDS 2026 – SBI
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IV Simpósio de Stewardship com foco na gestão de antimicrobianos ocorrerá no Hospital Alemão Oswaldo Cruz
Evento reunirá especialistas e profissionais de saúde para discutir estratégias de uso de medicamentos, otimização de tratamentos e combate à resistência bacteriana O IV Simpósio de Stewardship: Antimicrobianos está com inscrições abertas e reunirá profissionais da área da saúde, médicos e pesquisadores para discutir os principais avanços, diretrizes e as melhores práticas na gestão de uso de antimicrobianos. O evento acontecerá no sábado, dia 30 de maio de 2026, das 08h00 às 16h30, no Auditório do Bloco E do Hospital Alemão Oswaldo Cruz (Unidade Paulista), em São Paulo. Sob a coordenação do Dr. Filipe Piastrelli, de Paula de Almeida e de Paula Cazzonatto Zerwes, o simpósio se destaca por sua abordagem prática. Com o tema central “Desafios do Stewardship na UTI”, o encontro promove o debate e a atualização científica em torno de estratégias fundamentais para otimizar o tratamento de infecções, reduzir o avanço da resistência bacteriana e melhorar diretamente os desfechos clínicos dos pacientes no ambiente hospitalar. A programação científica contará com especialistas de referência, que conduzirão painéis voltados para a rotina diária das unidades de terapia intensiva. Entre os principais destaques e debates previstos, estão: Como forma de valorizar e incentivar o aprimoramento técnico de sua comunidade, a Sociedade Brasileira de Infectologia (SBI) mantém uma parceria que garante uma condição especial para os seus associados. Os membros da SBI têm direito a um benefício exclusivo de 20% de desconto no valor da inscrição. Para garantir o desconto, basta selecionar a categoria “Sociedades” na compra do ingresso no link:Membros SBI com 20% de descontoTodos os participantes do evento receberão um certificado, que será emitido 30 dias após a realização das atividades. Para acompanhar as demais novidades e atualizações sobre as atividades de ensino do hospital, siga o Instagram @ensinhospitaloswaldcruz.
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SBI divulga nota técnica com orientações de saúde para brasileiros que viajarão à Copa do Mundo FIFA 2026
Documento da Sociedade Brasileira de Infectologia reúne recomendações sobre vacinação, prevenção de doenças infecciosas e cuidados em grandes aglomerações para brasileiros que viajarão à Copa do Mundo FIFA 2026. A Sociedade Brasileira de Infectologia publicou uma nota técnica com recomendações para brasileiros que pretendem acompanhar a Copa do Mundo FIFA 2026, que será realizada entre os dias 11 de junho e 19 de julho de 2026, nos Estados Unidos, Canadá e México. Elaborado pelo Comitê Científico de Medicina de Viagem da SBI, o documento traz orientações sobre vacinação, prevenção de doenças infecciosas, alimentação segura, proteção contra doenças transmitidas por vetores, saúde sexual e cuidados relacionados ao calor extremo e às grandes aglomerações. Segundo a entidade, eventos de massa aumentam o risco de transmissão de doenças respiratórias, gastrointestinais e infecções sexualmente transmissíveis, além de favorecerem situações relacionadas à superlotação, acidentes e dificuldades no acesso aos serviços de saúde. A SBI recomenda que viajantes realizem consulta médica pré-viagem idealmente entre quatro e oito semanas antes do embarque. A avaliação permite atualizar o calendário vacinal, revisar condições clínicas e orientar medidas preventivas conforme o roteiro e o perfil do viajante. Entre as principais vacinas recomendadas estão influenza, COVID-19, tríplice viral (sarampo, caxumba e rubéola), dT ou dTpa, poliomielite e vacina contra o Vírus Sincicial Respiratório (VSR), de acordo com faixa etária e fatores de risco. Para alguns destinos e atividades específicas, também pode haver indicação individualizada de vacinas contra hepatite A, hepatite B, febre tifóide e raiva. A nota técnica também chama atenção para o aumento global dos casos de sarampo e reforça a importância da vacinação antes da viagem, especialmente em contextos de grande circulação internacional. Outro destaque do documento é a prevenção da chamada diarreia do viajante, agravo frequente em deslocamentos internacionais. A recomendação é evitar água e gelo de procedência desconhecida, consumir alimentos bem cozidos e manter rigorosa higiene das mãos. A entidade alerta ainda para doenças transmitidas por vetores, especialmente em regiões do México com registro de febre maculosa. O uso de repelentes aprovados pela Anvisa, roupas compridas e inspeção corporal após atividades ao ar livre estão entre as medidas preventivas recomendadas. Como a competição ocorrerá durante o verão no hemisfério norte, a SBI orienta atenção especial aos riscos relacionados ao calor excessivo e à desidratação. Hidratação frequente, planejamento de pausas e reconhecimento precoce de sinais de exaustão térmica são algumas das medidas indicadas. A nota técnica também aborda cuidados com infecções sexualmente transmissíveis (ISTs), reforçando a importância do uso de preservativos, realização de testagem e busca rápida por atendimento em situações de exposição de risco. Além disso, a SBI recomenda que os viajantes levem uma “farmacinha do viajante”, contendo medicamentos de uso contínuo, analgésicos, antitérmicos, sais de reidratação oral, repelente, protetor solar e itens básicos de primeiros socorros. O documento destaca ainda que sintomas como febre, diarreia persistente, lesões de pele ou manifestações respiratórias após o retorno ao Brasil devem motivar avaliação médica, com informação detalhada sobre os países visitados e datas da viagem. A nota técnica foi elaborada pelos membros do Comitê Científico de Medicina de Viagem da SBI e é assinada pelo presidente da entidade, Ricardo Sobhie Diaz. Acesse aqui.
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Comunicado da SBI sobre declaração de emergência da OMS para Ebola
A Sociedade Brasileira de Infectologia acompanha com preocupação a declaração da Organização Mundial da Saúde (OMS) que classificou o atual surto de Ebola na República Democrática do Congo e em Uganda como uma Emergência de Saúde Pública de Importância Internacional (PHEIC, na sigla em inglês). O surto é causado pelo vírus Bundibugyo, uma variante rara do Ebola para a qual não há vacinas ou terapias específicas aprovadas até o momento. Segundo a OMS, até 16 de maio de 2026 foram registrados oito casos confirmados laboratorialmente, 246 casos suspeitos e ao menos 80 mortes suspeitas na província de Ituri, no leste da República Democrática do Congo. Também foram confirmados casos importados em Kampala, capital de Uganda, evidenciando transmissão internacional. A SBI ressalta que a declaração de Emergência de Saúde Pública de Importância Internacional não significa que há uma pandemia em curso, mas indica a necessidade de coordenação global, fortalecimento da vigilância epidemiológica e apoio internacional imediato para conter a disseminação da doença. Entre os fatores que aumentam a preocupação das autoridades sanitárias estão: O Ebola é uma doença viral grave, transmitida principalmente pelo contato direto com fluidos corporais de pessoas infectadas ou superfícies contaminadas. Os sintomas incluem febre, fraqueza intensa, vômitos, diarreia e manifestações hemorrágicas. A letalidade pode variar conforme a cepa viral e a capacidade de resposta dos sistemas de saúde. A SBI reforça a importância de vigilância ativa em portos, aeroportos e serviços de saúde, especialmente para identificação precoce de viajantes provenientes de áreas afetadas que apresentem sintomas compatíveis. Também destaca a necessidade de capacitação contínua das equipes de saúde para manejo clínico, uso adequado de equipamentos de proteção individual e protocolos de prevenção e controle de infecções. Neste momento, não há registro de casos no Brasil. O risco para a população brasileira permanece baixo, mas o cenário exige monitoramento constante pelas autoridades sanitárias nacionais e internacionais. A Sociedade Brasileira de Infectologia seguirá acompanhando a evolução epidemiológica do surto e reforça seu compromisso com a disseminação de informações científicas confiáveis e atualizadas para profissionais de saúde e para a sociedade.
