A Sociedade Brasileira de Infectologia celebra a publicação do novo Consenso Brasileiro para o Diagnóstico e Tratamento da Candidemia e da Candidíase Invasiva em Adultos e Crianças, publicado no Brazilian Journal of Infectious Diseases. Elaborado por oito especialistas brasileiros com reconhecida atuação em micologia médica, o documento apresenta uma revisão abrangente e baseada nas melhores evidências disponíveis sobre os principais avanços na epidemiologia, no diagnóstico, no tratamento e na prevenção das infecções invasivas causadas por fungos do gênero Candida. Entre os temas abordados estão as mudanças na distribuição das espécies de Candida no Brasil, a emergência da resistência aos antifúngicos, o papel dos novos métodos diagnósticos, as indicações atualizadas de ecocardiografia e fundoscopia, a importância do controle do foco infeccioso e as recomendações para o uso de equinocandinas, incluindo novos agentes de ação prolongada. O documento também reforça a importância do acompanhamento pelo infectologista e dos programas de gerenciamento do uso de antifúngicos. As recomendações foram elaboradas a partir de perguntas estruturadas segundo a metodologia PICO, revisão sistemática da literatura científica e cuidadosa adaptação das evidências à realidade epidemiológica, laboratorial e assistencial brasileira. A Sociedade felicita todos os especialistas envolvidos pela conclusão deste importante trabalho, cuja elaboração foi iniciada ainda na gestão anterior. A continuidade institucional e a colaboração entre diferentes gerações de lideranças foram fundamentais para tornar possível a publicação de uma diretriz atual, abrangente e alinhada às necessidades do sistema de saúde brasileiro. Espera-se que este novo consenso contribua para padronizar condutas, qualificar a assistência e reduzir a ainda elevada mortalidade associada à candidemia e à candidíase invasiva no Brasil. Convidamos todos os profissionais de saúde e especialistas da área a aprofundarem seus conhecimentos. Acesse o documento na íntegra no Brazilian Journal of Infectious Diseases e mantenha-se atualizado com as melhores práticas da infectologia.
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A integração como Affiliated Society reforça a presença do Brasil no cenário internacional e abre novas frentes de colaboração científica e educacional
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15º Congresso Paulista de Infectologia reunirá especialistas de todo o país
Evento ocorrerá em agosto para debater as principais atualizações, avanços e desafios contemporâneos da especialidade.
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Notícias SBI e FederadasEventoEventos Apoiados pela SBIEventos NacionaisNotícias
X Infecto Rio 2026 reúne especialistas para debater os rumos da Infectologia
Realizado pela SIERJ e com a participação da SBI, congresso ocorreu na Barra da Tijuca e contou com palestrantes nacionais e internacionais
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DestaqueEventos Apoiados pela SBINotíciasNotícias SBI e Federadas
II Simpósio de Infecções em Pacientes Pediátricos Imunossuprimidos e com Comorbidades debaterá a assistência a casos complexos no Brasil
Evento reunirá os maiores especialistas da área para transformar e otimizar o cuidado em infectologia pediátrica
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SBI lança Curso de Medicina Tropical com foco em doenças emergentes e negligenciadas
Disponível para associados, o curso divide-se em seis módulos e visa preparar a classe médica para os desafios climáticos e ambientais da atualidade
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Carta de Porto Alegre consolida aliança histórica para o enfrentamento do HIV no Rio Grande do Sul
Iniciativa une ciência, poder público e sociedade civil diante de indicadores alarmantes da epidemia no estado e reforça estratégias de prevenção e equidade
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SBI fortalece presença da infectologia no 4º Congresso Brasileiro de Medicina Geral
Participação reforça o papel da infectologia na formação médica e na atualização de profissionais da atenção primária e urgência
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Veja como foi a participação da SBI no Congresso Infecto Norte-Nordeste 2026
Diretoria da SBI reunida à frente do painel no X Congresso Norte-Nordeste Com foco em integração regional e inovação, Natal sedia o X Congresso Norte-Nordeste de Infectologia, o evento discutiu desde temas como humanização no tratamento do HIV até o impacto da IA na especialidade. Entre os dias 4 e 6 de junho de 2026, a cidade de Natal (RN) sediou o X Congresso Norte-Nordeste de Infectologia. O evento registrou alta adesão, com 492 inscritos e 318 trabalhos submetidos, demonstrando a força da produção científica e o crescente interesse pela pesquisa nas duas regiões. Com o apoio e a presença da diretoria da Sociedade Brasileira de Infectologia (SBI), o congresso não foi apenas um espaço de atualização clínica, mas também um ambiente para fortalecer as redes de colaboração entre profissionais de diferentes estados, unindo pesquisadores, serviços de saúde e sociedades médicas. Infectologistas durante o evento Confira, a seguir, um panorama com os principais temas abordados e discutidos no evento. Doenças tropicais e o alerta das mudanças climáticas As arboviroses, doenças transmitidas por mosquitos, abriram as discussões. O manejo hospitalar da dengue grave foi analisado sob a ótica das novas recomendações de fluxo, enquanto os debates sobre a Chikungunya focaram no impacto da dor crônica e na necessidade de reabilitação. Em paralelo, as mudanças ambientais globais moldaram as discussões sobre doenças emergentes. Com a alteração do clima, patógenos antes isolados passam a preocupar os sistemas de saúde do Norte e Nordeste. Algumas questões apresentadas foram: ISTs, humanização e novas formas de prevenção As discussões focadas em HIV e infecções sexualmente transmissíveis trouxeram importantes debates, unindo o avanço da ciência ao atendimento humanizado. Nesse tema, o destaque foi o debate sobre o desejo de amamentar por mulheres vivendo com HIV/Aids, em que equipes multiprofissionais e infectopediatras discutiram como acolher essas mães dentro do cenário de políticas públicas do Brasil. Em relação à prática clínica e prevenção, o congresso apontou as principais tendências em prevenção e tratamento: Roda de conversa e debate O desafio das bactérias multirresistentes A realidade da terapia intensiva e da resistência bacteriana ganharam sessões de excelente nível técnico. O conferencista internacional André Kalil trouxe importantes informações sobre o manejo da febre na UTI e as estratégias para o diagnóstico precoce da sepse, que continua sendo um dos obstáculos da medicina intensiva. A preocupação com as superbactérias também esteve bem presente no congresso. Os palestrantes enfatizaram como o sequenciamento genético e os painéis moleculares ajudam a tomar decisões terapêuticas rápidas, o que acendeu um alerta para as ISTs, tendo em vista a perda de sensibilidade a antimicrobianos observada no Brasil. Avanços da tecnologia e o futuro da especialidade O uso da Inteligência Artificial foi destacado como uma ferramenta promissora para prever surtos epidemiológicos e auxiliar no diagnóstico clínico. Paralelamente, a Telemedicina se consolidou como um suporte remoto fundamental para regiões isoladas do Norte e Nordeste, entretanto, foi reforçada a necessidade de cautela e critérios rigorosos ao diagnosticar por meio dessas novas tecnologias. Por fim, o evento reservou espaço para a comunicação, destacando o papel crucial de médicos e cientistas na divulgação científica responsável através das redes sociais, combatendo as fake news em saúde. O X Congresso Norte-Nordeste de Infectologia foi encerrado com a premiação dos melhores trabalhos científicos apresentados, consolidando a edição de 2026 como um marco de inovação e valorização da ciência nacional da especialidade em todo o país. Entrega de premiação e certificados
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Dia Mundial do Meio Ambiente: por que a Saúde Única é fundamental para compreender os desafios sanitários do século XXI?
No Dia Mundial do Meio Ambiente, celebrado em 5 de junho, a Sociedade Brasileira de Infectologia reflete sobre uma conexão que influencia diretamente a saúde de todos nós: a relação entre seres humanos, animais, meio ambiente, condições de vida e informação. Enchentes, queimadas, desmatamento, perda da biodiversidade e eventos climáticos incrementais e extremos não são apenas questões ambientais. Eles afetam a forma como vivemos, trabalhamos, nos alimentamos, nos deslocamos e, consequentemente, impactam a ocorrência e a disseminação de doenças infecciosas. É justamente dessa compreensão que nasce o conceito de Saúde Única. A Saúde Única parte do princípio de que a saúde humana está profundamente conectada à saúde animal e ao equilíbrio dos ecossistemas. No entanto, essa abordagem vai além de uma simples visão integrada desses componentes. Trata-se de uma perspectiva transversal, que exige a colaboração entre diferentes áreas do conhecimento para compreender e enfrentar problemas complexos que não podem ser explicados por uma única disciplina. Médicos, veterinários, biólogos, ecologistas, epidemiologistas, cientistas sociais, profissionais da comunicação, gestores públicos, urbanistas, engenheiros, climatologistas e especialistas em tecnologia e dados, dentre outros, possuem papéis complementares na compreensão dos desafios sanitários contemporâneos. Essa característica torna a Saúde Única mais complexa, mas também ainda mais necessária. É fundamental compreender que doenças infecciosas não surgem nem se espalham apenas por características biológicas dos microrganismos: elas são influenciadas por fatores ambientais, sociais, econômicos, culturais e comportamentais que interagem de forma dinâmica e muitas vezes imprevisível. Por isso, a Saúde Única vem se consolidando como uma das principais bases conceituais da infectologia moderna. Nas últimas décadas, observamos um aumento na frequência e na complexidade de emergências sanitárias em todo o mundo. Mudanças ambientais têm favorecido a expansão de doenças transmitidas por vetores, como a dengue, alterado padrões epidemiológicos tradicionais e ampliado o risco de surgimento de novas zoonoses. Ao mesmo tempo, eventos climáticos extremos desafiam a capacidade de resposta dos sistemas de saúde. As enchentes favorecem a ocorrência de doenças como leptospirose, hepatite A, arboviroses e outras infecções relacionadas à contaminação da água. As queimadas e a poluição atmosférica aumentam a vulnerabilidade a infecções respiratórias, fragilizam organismos e agravam doenças pré-existentes. O desmatamento e a expansão de atividades humanas sobre áreas naturais ampliam o contato entre seres humanos, animais silvestres e agentes infecciosos antes restritos a determinados ecossistemas. Entretanto, compreender os desafios sanitários atuais exige olhar, de forma intencional e apurada, para outra dimensão fundamental: os determinantes sociais da saúde. Condições de moradia, acesso à água potável, saneamento básico, alimentação adequada, renda, escolaridade, acesso aos serviços de saúde e condições de trabalho influenciam diretamente o risco de adoecimento e a capacidade das pessoas de se protegerem diante das ameaças sanitárias. Os impactos das mudanças ambientais e climáticas, por exemplo, não são distribuídos de maneira igualitária na sociedade. Populações socialmente vulnerabilizadas costumam sofrer de forma mais intensa as consequências de enchentes, secas, ondas de calor, insegurança alimentar e exposição a doenças infecciosas. Isso significa que discutir Saúde Única também é discutir equidade. Além disso, um novo componente passou a desempenhar papel central na dinâmica das doenças: a informação. Vivemos em uma era em que notícias, opiniões, conteúdos científicos e desinformação circulam em velocidade sem precedentes e, muitas vezes, traduzidas com falsa equivalência. A forma como as pessoas recebem, interpretam e compartilham informações influencia diretamente comportamentos relacionados à saúde, como a adesão à vacinação, a busca por atendimento médico, a adoção de medidas de prevenção e a confiança nas instituições de saúde. Por essa razão, a comunicação tornou-se um elemento estratégico para a saúde pública e para a infectologia contemporânea. Hoje, compreender uma epidemia exige analisar não apenas a circulação de …
