O 23º INFOCUS e o 2º ISHAM LATAM reúnem os maiores especialistas mundiais para debater os avanços no diagnóstico e tratamento de infecções fúngicas.
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3ª edição do curso oficial de atualização em Infectologia reúne especialistas para discutir avanços da área
Promovido pela Sociedade Brasileira de Infectologia (SBI) em parceria com o Grupo GEN, o curso oferece conteúdo científico atualizado voltado à prática clínica
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Dia Mundial da Tuberculose: abandono do tratamento ainda é um dos principais desafios para o controle da doença no Brasil
No Dia Mundial da Tuberculose, infectologistas alertam que a interrupção precoce da medicação compromete a cura e favorece o surgimento de formas resistentes da doença. São Paulo, março de 2026 – Celebrado em 24 de março, o Dia Mundial da Tuberculose reforça a importância do diagnóstico precoce, da adesão ao tratamento e da ampliação das estratégias de controle da doença. Apesar de ter cura e tratamento gratuito pelo Sistema Único de Saúde (SUS), a tuberculose ainda representa um importante desafio de saúde pública no Brasil. De acordo com dados do Ministério da Saúde, o país registrou 85.936 novos casos de tuberculose em 2024, mantendo-se entre os países com alta carga da doença no cenário global. A mortalidade também permanece relevante: 6.025 óbitos foram registrados em 2023, o que representa uma média de aproximadamente 16 mortes por dia. Embora a taxa de detecção tenha alcançado cerca de 89% dos casos, o sucesso do tratamento de pacientes novos ainda gira em torno de 70% a 75%, abaixo da meta de 90% estabelecida pela Organização Mundial da Saúde. Para especialistas da Sociedade Brasileira de Infectologia, a adesão ao tratamento continua sendo um dos principais desafios para reduzir a incidência e a mortalidade da doença no país. Segundo o infectologista Max Igor Banks Ferreira Lopes, interromper a medicação antes do tempo recomendado pode comprometer a eficácia do tratamento. “Muitos pacientes deixam de tomar os medicamentos quando os sintomas começam a desaparecer. No entanto, a bactéria ainda está presente no organismo. A interrupção precoce do tratamento aumenta o risco de recaída e favorece o surgimento de resistência aos medicamentos”, explica. Adesão ao tratamento é fundamental para o controle da doença O tratamento da tuberculose dura, em média, seis meses e envolve o uso contínuo de antibióticos específicos. Quando realizado corretamente, as chances de cura são elevadas. Entretanto, a interrupção do tratamento pode levar ao desenvolvimento da tuberculose multirresistente (TB-MDR), condição em que a bactéria se torna resistente aos principais medicamentos utilizados no esquema inicial. Nesses casos, o tratamento é mais longo e complexo, podendo durar até dois anos e exigir o uso de medicamentos mais potentes. De acordo com a infectologista Valeria Cavalcanti Rolla, garantir a adesão ao tratamento é uma das estratégias centrais para reduzir a transmissão da doença. “Quando o tratamento é seguido corretamente, o paciente tem altas chances de cura e deixa de transmitir a doença. O abandono terapêutico, por outro lado, contribui para a manutenção da cadeia de transmissão na comunidade”, afirma. Coinfecção TB-HIV exige atenção A tuberculose também representa um risco maior para pessoas vivendo com HIV, que apresentam maior probabilidade de desenvolver formas graves da doença. Nesse contexto, especialistas destacam a importância do diagnóstico precoce, da integração entre os programas de controle da tuberculose e do HIV e da ampliação do acesso ao tratamento da infecção latente da tuberculose, estratégia essencial para reduzir o risco de adoecimento. Metas globais e estratégias de controle O Brasil integra o compromisso global liderado pela Organização Mundial da Saúde para reduzir em 95% o número de mortes por tuberculose e em 90% a incidência da doença até 2030. Entre as estratégias adotadas pelo Ministério da Saúde está o Tratamento Diretamente Observado (TDO), modelo em que profissionais de saúde acompanham a ingestão dos medicamentos para garantir a adesão ao tratamento. Para a Sociedade Brasileira de Infectologia, fortalecer o diagnóstico precoce, ampliar o acesso ao tratamento e enfrentar as vulnerabilidades sociais associadas à doença são medidas fundamentais para avançar no controle da tuberculose no país.
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HTLV: O vírus silencioso que afeta mais de 1 milhão de brasileiros exige diagnóstico precoce
Com prevalência alarmante no Brasil, infecção pode levar décadas para manifestar sintomas graves SÃO PAULO – O Vírus Linfotrópico de Células T Humanas (HTLV) permanece como um dos maiores desafios de saúde pública no Brasil. Estima-se que 1,1 milhão de pessoas vivam com o vírus no país, mas a grande maioria desconhece o diagnóstico. O alerta ganha força no Dia Mundial do HTLV, reforçando a necessidade de exames preventivos e do uso de métodos de prevenção. Diferente de outras infecções, o HTLV ataca os linfócitos T e pode permanecer silencioso por décadas. No entanto, entre 5% e 10% dos infectados desenvolvem doenças graves, como a Leucemia/Linfoma de células T do Adulto (ATLL) e a Mielopatia Associada ao HTLV (HAM/TSP) — uma condição neurológica que afeta a mobilidade e o controle urinário. Avanços no diagnóstico e políticas públicas O cenário de combate ao vírus mudou drasticamente nos últimos dois anos. Desde a publicação da Portaria GM/MS nº 3.148/2024, a infecção tornou-se um agravo de notificação compulsória, que permite ao Ministério da Saúde mapear a dimensão da epidemia em solo brasileiro. Outro avanço é a inclusão do teste de HTLV no pré-natal da Rede Alyne (SUS). O objetivo é interromper a transmissão vertical, transmitida de mãe para filho, que ocorre majoritariamente pela amamentação. A recomendação médica orienta que mães soropositivas devem ser orientadas a inibir a lactação, substituindo o leite materno por fórmulas infantis fornecidas gratuitamente pelo governo. Formas de transmissão e prevenção O contágio do HTLV é semelhante ao de outras Infecções Sexualmente Transmissíveis (ISTs). As principais vias são: Relações sexuais desprotegidas: Amamentação, que é a principal via de transmissão vertical. Compartilhamento de agulhas, que há riscos ligados ao uso de drogas injetáveis. Transfusões e transplantes, controlados por triagem obrigatória em bancos de sangue. O perigo da falta de informação De acordo com o infectologista Carlos Brites, a falta de informação é o maior obstáculo. “O paciente pode carregar o vírus por 30 anos sem saber, até que surjam dificuldades para caminhar que são frequentemente confundidas com o envelhecimento natural ou problemas de coluna”, explica o especialista. O doutor destaca que o diagnóstico precoce e a fisioterapia especializada são fundamentais para manter a autonomia do paciente. Além do cuidado físico, ele reforça a necessidade de suporte psicossocial para combater o estigma que ainda envolve a doença.
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Pela primeira vez, SBI elege por voto direto os integrantes de seus Comitês Científicos
por Júnior RosaProcesso inédito amplia a transparência, fortalece a governança e consolida modelo mais democrático na principal entidade da infectologia brasileira São Paulo, 3 de março de 2026 – A Sociedade Brasileira de Infectologia (SBI) concluiu um marco histórico em sua trajetória institucional: pela primeira vez, os integrantes de seus 22 Comitês Científicos foram escolhidos por meio de processo eleitoral direto entre os associados. Até então indicados pela diretoria, os comitês passam a ser definidos por voto, em uma iniciativa que amplia a participação dos infectologistas de todo o país, fortalece a transparência institucional e consolida um modelo mais democrático de governança científica. A medida reafirma o compromisso da SBI com a representatividade nacional e com a construção coletiva das estratégias que orientam a infectologia brasileira. Comitês Científicos: o núcleo técnico da SBI Os Comitês Científicos constituem o principal braço técnico da Sociedade. São responsáveis por: Ao todo, 22 comitês estruturam as diferentes áreas da especialidade, contemplando temas prioritários e desafios contemporâneos da infectologia. Um processo eleitoral inédito A eleição foi realizada de forma eletrônica entre os dias 23 e 27 de fevereiro de 2026, garantindo segurança, rastreabilidade e ampla participação dos associados adimplentes em todo o território nacional. Uma vez eleitos, os membros dos comitês científicos elegerão seus próprios presidentes, reforçando ainda mais o processo democrático. A iniciativa representa um avanço institucional relevante, ao ampliar a legitimidade das lideranças científicas, estimular o engajamento dos associados, promover renovação e diversidade regional e reforçar a cultura de transparência na gestão. Com isso, a SBI inaugura um novo ciclo, no qual as decisões técnicas passam a refletir de maneira ainda mais direta a vontade da comunidade de infectologistas. Fortalecimento da infectologia brasileira Ao tornar o processo eleitoral parte da escolha de seus Comitês Científicos, a Sociedade Brasileira de Infectologia reafirma seu papel como entidade científica moderna, participativa e alinhada às melhores práticas de governança. “A maior vocação da Sociedade Brasileira de Infectologia é a ciência. Com o intuito de trazer mais transparência, diversidade regional e respeito ao mérito reconhecido pelos pares, a diretoria da SBI decidiu inovar na constituição dos novos membros de seus comitês científicos, que são o coração técnico e científico da nossa instituição. s eleitos terão a autonomia de escolher sua própria liderança, fortalecendo nossa missão de transformar evidências em orientações práticas que impactem a saúde da população. Congratulamos a todos que alcançaram este objetivo e contribuem para uma sociedade cientificamente melhor”, ressalta Ricardo Sobhie Diaz, presidente da SBI. Mais do que uma mudança administrativa, trata-se de um movimento estratégico que fortalece a produção técnica nacional, amplia a legitimidade das recomendações científicas e consolida a SBI como referência na condução da infectologia no Brasil. A nova composição dos comitês assume agora o desafio de contribuir ativamente para as diretrizes, debates e respostas aos principais temas da saúde pública brasileira nos próximos dois anos. Conheça os Comitês Científicos eleitos para o biênio 2026–2027 Abaixo, apresentamos os comitês e seus respectivos membros eleitos: Arboviroses Cuidados Paliativos Hanseníase Hepatites Virais HIV/AIDS Imunizações Infecções Comunitárias (inclui Cardiovasculares) Infecções em Transplantados e Imunodeprimidos Infecções Osteoarticulares IRAS, Qualidade/Segurança e Resistência Antimicrobiana Infecções Respiratórias Virais IST (Exceto HIV/AIDS) Infectologia Materno Infantil Infectopediatria Medicina de Viagem Medicina Tropical Micologia Neuroinfecções Tuberculose e Outras Micobacterioses Saúde Única – Para conhecer a metodologia de seleção dos membros dos Comitês Científicos, clique aqui.
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