A Sociedade Brasileira de Infectologia acaba de lançar a campanha “A presença da Infectologia no Brasil”, a iniciativa busca compreender a realidade da especialidade além dos grandes centros, entendendo que defender a categoria exige identificar onde o infectologista está presente e onde sua atuação é mais urgente. O projeto visa transformar a vivência de cada profissional, das capitais ao interior, como argumento para a agenda de advocacy e de valorização dos infectologistas. As desigualdade territoriais no Brasil e o papel do infectologista frente a isso Os dados da Demografia Médica no Brasil 2025 revelam um cenário que impacta diretamente a saúde pública. Atualmente, contamos com 4.801 infectologistas no país, o que representa uma média nacional de 2,26 especialistas por 100 mil habitantes. No entanto, a distribuição desses profissionais reflete um cenário de grande desigualdade da Infectologia no Brasil: A infectologia é indispensável para o sistema de saúde, atuando não apenas na clínica, como também na vigilância epidemiológica, no controle de infecções hospitalares e na resposta a surtos e pandemias. Eduardo Medeiros, médico infectologista e membro da SBI, alerta que a ausência desses especialistas em certas regiões eleva o risco de diagnósticos tardios e disseminação de doenças. “A distribuição dos infectologistas reflete diretamente a nossa capacidade de resposta a crises sanitárias. Onde esses profissionais não estão, há maior risco”, afirma Medeiros. A feminização e transformação do perfil do infectologista Ao mesmo tempo, a especialidade acompanha mudanças importantes no perfil da medicina brasileira. Somos uma das especialidades que mais reflete a feminização da medicina: a presença feminina saltou de 41% em 2010 para 50,9% em 2025, com projeções de que as mulheres irão representar 56% da força de trabalho até 2035. A infectologia reflete esse movimento, com presença crescente de mulheres e profissionais mais jovens. Próximas iniciativas visando a transformação social O objetivo central é que o dado estatístico deixe de ser apenas um número e se torne uma forma de argumentar para valorizar o infectologista. Com essa campanha, a SBI reforça que escutar os profissionais e entender suas diferentes realidades é um gesto de transparência e defesa da especialidade. Os profissionais podem acessar o site oficial da campanha: A Presença da Infectologia no Brasil e contribuir para o diagnóstico de todo território nacional. Referências SCHEFFER, Mário (coord.). Demografia Médica no Brasil 2025. São Paulo, SP: FMUSP, AMB, 2025. BRASIL. Ministério da Saúde. Usuários de plano de saúde têm mais acesso a cirurgias do que pacientes do SUS, aponta Demografia Médica 2025. Brasília, DF: Ministério da Saúde, 2025.
Sociedade Brasileira de Infectologia
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Notícias SBI e FederadasNotícias
Solenidade marca posse de novos membros na Academia de Medicina de São Paulo
Cerimônia reconhece trajetórias de excelência e destaca a eleição do infectologista Sérgio Cimerman como membro titular São Paulo, março de 2026 – A Academia de Medicina de São Paulo realizou, na última quarta-feira (25), a Sessão Solene de Posse de novos membros titulares e honorários. Entre os empossados como membros titulares está o Dr. Sérgio Cimerman, médico infectologista e ex-presidente da Sociedade Brasileira de Infectologia (SBI). Sua eleição reflete o reconhecimento de sua trajetória científica e contribuição à medicina brasileira. Novos acadêmicos Membros titulares: Membros honorários:
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O Ministério da Saúde confirmou 140 casos de mpox em 2026, além de 539 suspeitos e 9 prováveis. Até o momento, não houve óbitos. Em entrevista ao Estadão, Dr. Álvaro Costa representou a Sociedade Brasileira de Infectologia (SBI) e reforçou a importância da vigilância contínua e da comunicação responsável para conter a disseminação da doença. Leia aqui: Brasil chega a 140 casos confirmados de mpox em 2026 – Estadão
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Notícias SBI e Federadas
Sociedades médicas apoiam posicionamento da SBI no enfrentamento do novo coronavírus
por SBIEntidades científicas se manifestam em reconhecimento ao trabalho incessante realizado desde o início da pandemia
