Processo inédito amplia a transparência, fortalece a governança e consolida modelo mais democrático na principal entidade da infectologia brasileira São Paulo, 3 de março de 2026 – A Sociedade Brasileira de Infectologia (SBI) concluiu um marco histórico em sua trajetória institucional: pela primeira vez, os integrantes de seus 22 Comitês Científicos foram escolhidos por meio de processo eleitoral direto entre os associados. Até então indicados pela diretoria, os comitês passam a ser definidos por voto, em uma iniciativa que amplia a participação dos infectologistas de todo o país, fortalece a transparência institucional e consolida um modelo mais democrático de governança científica. A medida reafirma o compromisso da SBI com a representatividade nacional e com a construção coletiva das estratégias que orientam a infectologia brasileira. Comitês Científicos: o núcleo técnico da SBI Os Comitês Científicos constituem o principal braço técnico da Sociedade. São responsáveis por: Ao todo, 22 comitês estruturam as diferentes áreas da especialidade, contemplando temas prioritários e desafios contemporâneos da infectologia. Um processo eleitoral inédito A eleição foi realizada de forma eletrônica entre os dias 23 e 27 de fevereiro de 2026, garantindo segurança, rastreabilidade e ampla participação dos associados adimplentes em todo o território nacional. Uma vez eleitos, os membros dos comitês científicos elegerão seus próprios presidentes, reforçando ainda mais o processo democrático. A iniciativa representa um avanço institucional relevante, ao ampliar a legitimidade das lideranças científicas, estimular o engajamento dos associados, promover renovação e diversidade regional e reforçar a cultura de transparência na gestão. Com isso, a SBI inaugura um novo ciclo, no qual as decisões técnicas passam a refletir de maneira ainda mais direta a vontade da comunidade de infectologistas. Fortalecimento da infectologia brasileira Ao tornar o processo eleitoral parte da escolha de seus Comitês Científicos, a Sociedade Brasileira de Infectologia reafirma seu papel como entidade científica moderna, participativa e alinhada às melhores práticas de governança. “A maior vocação da Sociedade Brasileira de Infectologia é a ciência. Com o intuito de trazer mais transparência, diversidade regional e respeito ao mérito reconhecido pelos pares, a diretoria da SBI decidiu inovar na constituição dos novos membros de seus comitês científicos, que são o coração técnico e científico da nossa instituição. s eleitos terão a autonomia de escolher sua própria liderança, fortalecendo nossa missão de transformar evidências em orientações práticas que impactem a saúde da população. Congratulamos a todos que alcançaram este objetivo e contribuem para uma sociedade cientificamente melhor”, ressalta Ricardo Sobhie Diaz, presidente da SBI. Mais do que uma mudança administrativa, trata-se de um movimento estratégico que fortalece a produção técnica nacional, amplia a legitimidade das recomendações científicas e consolida a SBI como referência na condução da infectologia no Brasil. A nova composição dos comitês assume agora o desafio de contribuir ativamente para as diretrizes, debates e respostas aos principais temas da saúde pública brasileira nos próximos dois anos. Conheça os Comitês Científicos eleitos para o biênio 2026–2027 Abaixo, apresentamos os comitês e seus respectivos membros eleitos: Arboviroses Cuidados Paliativos Hanseníase Hepatites Virais HIV/AIDS Imunizações Infecções Comunitárias (inclui Cardiovasculares) Infecções em Transplantados e Imunodeprimidos Infecções Osteoarticulares IRAS, Qualidade/Segurança e Resistência Antimicrobiana Infecções Respiratórias Virais IST (Exceto HIV/AIDS) Infectologia Materno Infantil Infectopediatria Medicina de Viagem Medicina Tropical Micologia Neuroinfecções Tuberculose e Outras Micobacterioses Saúde Única – Para conhecer a metodologia de seleção dos membros dos Comitês Científicos, clique aqui.
Júnior Rosa
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Publicações
Relatório conjunto da SBI (Sociedade Brasileira de Infectologia), FEBRASGO (Federação Brasileira de Associações de Ginecologia e Obstetrícia), SBU (Sociedade Brasileira de Urologia) e SBPC/ML (Sociedade Brasileira de Patologia Clínica/Medicina Laboratorial): recomendações para o manejo clínico de infecções do trato urinário inferior em gestantes e não gestantes.
por Júnior Rosahttps://www.sciencedirect.com/science/article/pii/S1413867020300283?via%3Dihub
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https://www.gov.br/saude/pt-br/centrais-de-conteudo/publicacoes/boletins/epidemiologicos/especiais/2025/boletim-epidemiologico-da-sifilis.pdf
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https://www.gov.br/saude/pt-br/centrais-de-conteudo/publicacoes/boletins/epidemiologicos/especiais/2025/boletim-epidemiologico-de-hepatites-virais.pdf
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https://www.gov.br/saude/pt-br/assuntos/pcdt/a/acidentes-ofidicos.pdf/view
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https://www.gov.br/aids/pt-br/central-de-conteudo/boletins-epidemiologicos/2025/boletim_hiv_aids_2025.pdf/view
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Publicações
Diretrizes para o tratamento antimicrobiano de infecções por bactérias Gram-negativas multirresistentes: recomendações práticas da Sociedade Brasileira de Infectologia
por Júnior Rosahttps://www.sciencedirect.com/science/article/pii/S141386702500090X
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Em entrevista ao jornal O Globo, o infectologista Leonardo Weissmann (SP) apontou dois aspectos bem importantes do vírus Nipah: não temos tratamento até o momento e 75% é o risco de letalidade. Outro aspecto abordado é que quando o indivíduo é infectado, o Nipah se manifesta de diferentes formas, indo desde doenças respiratórias até encefalites (inflamação no cérebro) fatais, o que o torna preocupante e é prioritário, inclusive para a Organização Mundial da Saúde (OMS). https://oglobo.globo.com/saude/noticia/2026/01/30/75percent-de-letalidade-sem-tratamentos-por-que-o-virus-nipah-assusta-a-comunidade-cientifica.ghtml
