O dia 5 de outubro marca o Dia Mundial de Combate à Meningite, uma data que serve para alertar a população sobre uma doença que exige atenção máxima devido à sua evolução devastadora. De acordo com a Organização Pan-Americana da Saúde (OPAS/OMS), a meningite pode se agravar de forma rápida, podendo ser fatal em um período de apenas 24 horas após o início dos sintomas.
Órgãos de saúde reforçam que reconhecer os sinais e buscar um serviço de urgência imediatamente são medidas que salvam vidas e evitam sequelas neurológicas severas.
O que é meningite e quais os sinais de alerta?
A meningite é uma inflamação das membranas que envolvem o cérebro e a medula espinhal. Segundo a Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz) e o Ministério da Saúde, a apresentação clínica da doença pode variar bastante de acordo com a faixa etária, mas alguns sintomas são predominantes.
Em crianças maiores e adultos, os principais sinais de alerta incluem:
- Febre alta e repentina;
- Dor de cabeça forte;
- Manchas vermelhas pelo corpo;
- Rigidez de nuca (a dificuldade ou incapacidade de encostar o queixo no peito).
Já em bebês e recém-nascidos, que representam um dos grupos mais vulneráveis, os sintomas costumam ser atípicos, portanto os pais não devem esperar pela rigidez de nuca nessa fase da vida. Neles, os sinais de urgência incluem choro inconsolável, recusa alimentar repentina e a moleira tensa ou abaulada.
A urgência do tratamento
Na suspeita de meningite, a recomendação médica é que o atendimento não deve ser postergado para observar se a febre vai baixar em casa. A busca por um pronto-socorro precisa ser imediata.
As diretrizes do Ministério da Saúde apontam que o início rápido do tratamento com antibióticos é o fator determinante para barrar a infecção e reduzir o risco de letalidade. Como a doença possui alto grau de contágio em alguns de seus tipos, a chegada do paciente ao hospital deflagra um protocolo de emergência.
A Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) estabelece medidas rigorosas de controle de infecção. O paciente com suspeita da doença é rapidamente colocado em isolamento, e a unidade de saúde realiza a notificação compulsória imediata para que as equipes de vigilância em saúde possam monitorar possíveis surtos e proteger as pessoas que tiveram contato próximo com o infectado.
Conscientização e prevenção
Saber como agir aos primeiros sinais é fundamental, mas evitar que a infecção aconteça continua sendo o melhor caminho, assim, a prevenção contra a meningite depende, essencialmente, da imunização.
A Sociedade Brasileira de Imunizações (SBIm) destaca que existem vacinas seguras para proteger a população contra os diferentes e mais perigosos sorogrupos da bactéria causadora da doença, como os tipos A, B, C, W e Y. O esquema vacinal preventivo está disponível gratuitamente nas unidades do Sistema Único de Saúde (SUS) para os públicos prioritários (crianças e adolescentes), além de ser oferecido na rede privada.
Manter a caderneta de vacinação da família em dia é a principal proteção contra a doença, garantindo que o corpo crie defesas antes de qualquer contato com o agente transmissor.
Referências
BRASIL. Ministério da Saúde. Secretaria de Vigilância em Saúde e Ambiente. Meningite: o que é, causas, sintomas, tratamento, diagnóstico e prevenção. Brasília: Ministério da Saúde, 2023.
FUNDAÇÃO OSWALDO CRUZ (FIOCRUZ). Instituto de Tecnologia em Imunobiológicos Bio-Manguinhos. Meningite: Sintomas, Transmissão e Prevenção. Rio de Janeiro: Fiocruz.
ORGANIZAÇÃO PAN-AMERICANA DA SAÚDE (OPAS); ORGANIZAÇÃO MUNDIAL DA SAÚDE (OMS). Meningite: Folha Informativa. Brasília: OPAS/OMS, 2023.
SOCIEDADE BRASILEIRA DE IMUNIZAÇÕES (SBIm). Família SBIm. Doença meningocócica (DM) e meningite meningocócica. São Paulo: SBIm.
SOCIEDADE BRASILEIRA DE PEDIATRIA (SBP). Departamento Científico de Infectologia. Prevenção das Doenças Meningocócicas. Rio de Janeiro: SBP.
AGÊNCIA NACIONAL DE VIGILÂNCIA SANITÁRIA (ANVISA). Medidas de Prevenção de Infecção Relacionada à Assistência à Saúde. Brasília: Anvisa.
