Caro(a) associado(a), O pagamento da anuidade 2025 da Sociedade Brasileira de Infectologia (SBI) pode ser realizado desde fevereiro. O valor é de R$ 600,00, podendo ser pago com desconto de R$ 100,00 até 30/6/2025. Associados aspirantes pagam metade do valor (R$ 300,00 completos e R$ 250,00 com desconto). Os sócios cadastrados receberam e-mail com instruções e boletos para pagamento (o boleto vem com o timbre do banco Efí – usado pela SBI para receber as anuidades). Também é possível parcelar em 3 vezes no cartão de crédito. Lembramos que pelo estatuto vigente da SBI para ser considerado sócio adimplente é necessário estar com as duas últimas anuidades quitadas. Dessa maneira, a partir de 1/7/2025 é necessário estar com as anuidades de 2024 e 2025 pagas para ser considerado sócio adimplente. Sendo sócio adimplente, além de deixar a SBI cada vez mais forte e valorizar nossa especialidade, você pode desfrutar de benefícios, como׃ – Descontos ou inscrições em eventos organizados ou com apoio da SBI; – Direito de participação em concursos promovidos pela SBI; – Acesso exclusivo a portal do sócio com acesso a conteúdo científico específico, incluindo Portal RIMA; – Desconto nas taxas de publicação no Brazilian Journal of Infectious Diseases (BJID). Para mais informações ou gerar pagamento pelo cartão do crédito, acesse׃ https://infectologia.org.br/area-do-associado/
Notícias da SBI
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O Ministério da Saúde emitiu um alerta no início de fevereiro a respeito do aumento da transmissão da febre amarela nos estados de São Paulo, Minas Gerais, Roraima e Tocantins. Até o momento foram identificados 12 casos e 8 óbitos, todos no estado de São Paulo. Para analisar a situação da febre amarela, o SBI News entrevistou a infectologista Tânia Chaves, coordenadora do Comitê de Medicina de Viagem da Sociedade Brasileira de Infectologia, que falou sobre vários aspectos do retorno da febre amarela nesse ano. Por que estamos tendo o retorno da febre amarela em 2025, sendo que estava controlada há anos? A febre amarela no Brasil tem demonstrado maior frequência de ocorrência de casos humanos nos meses de dezembro e maio, como um padrão sazonal. Em geral, isso ocorre a cada sete a 8 anos com a febre amarela e ocorre de forma cíclica. Deve-se destacar que a morte de primatas não humanos é que alerta as autoridades de saúde pública sobre a evolução de surtos. O comprometimento da vacinação contra a febre amarela pode ser um fator para esse retorno nesse ano? A série histórica de 2009 a 2023 referente à cobertura vacinal da febre amarela foi superior a 10% a partir do ano de 2018. A vacina da febre amarela está entre as 13 das 16 principais vacinas de rotina do calendário e teve aumento na cobertura vacinal em 2023 (70%), se comparado com os dados de 2022 (60,7%). A vacina é realizada no calendário de rotina de todas as faixas etárias no Brasil. É necessário intensificar a comunicação do risco da doença e a importância para a população brasileira, especialmente em ambientes de maior circulação de pessoas e viajantes, como rodoviárias, aeroportos, parques, além das áreas com risco de transmissão. A ida a locais de mata, ambientes rurais ou afins representa um problema para a febre amarela? O que garante a redução de risco de se adquirir febre amarela em locais de mata virgem é estar com a vacina atualizada para esta temível e mortal doença. A vacina da febre amarela está disponível em todos os postos de vacinação do Brasil de forma gratuita pelo Serviço Único de Saúde (SUS). O esquema vacinal para adulto é composto de uma única dose que protege o indivíduo para toda vida. Já para crianças o esquema é de uma dose aos 9 meses de vida, e uma dose de reforço entre 4 a 6 anos. A vacina é a principal ferramenta de prevenção e controle da febre amarela, segura e eficaz para evitar casos graves e mortes pela doença. Viajar para locais específicos como em rios, florestas, trilhas, os riscos são maiores ainda? Só existirá risco de aquisição de febre amarela nesses ambientes quando exista circulação do vírus amarílico e quando o indivíduo adentra a estes espaços não vacinado. Por isso, é fundamental a informação clara e objetiva à população sobre a ocorrência da doença, os sintomas e que existe uma vacina eficaz. Quais os principais desafios que ainda temos em relação a febre amarela atualmente? É a conscientização das pessoas sobre a importância da vacinação da febre amarela. Todos os casos observados são em viajantes internos que nunca foram vacinados. Outro aspecto desafiador é a comunicação de risco sobre a doença para a população. É a única vacina obrigatória segundo o Regulamento Sanitário Internacional para viajantes com destino à África e América do Sul. Desde abril de 2017, o Brasil adota o esquema vacinal de apenas uma dose durante toda a vida, medida que está de acordo com as recomendações da Organização Mundial de Saúde (OMS). Quem deve se vacinar? Crianças, …
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Hesitação vacinal, falta de reforços de imunizantes, mutações da bactéria são alguns fatores relacionados dados elevados dessa doença respiratória De acordo com o painel epidemiológico do Ministério da Saúde, os casos de coqueluche tiveram aumento exponencial em 2024, o maior dos últimos nove anos. As notificações da doença aumentaram 3.450% em relação a 2023, com 7.365 casos confirmados, contra apenas 214 no ano anterior, o que o torna o ano com mais casos desde 2014, segundo painel epidemiológico do Ministério da Saúde (MS). No ano de 2024, seguindo uma tendência mundial, os registros da coqueluche voltaram a subir significativamente, em especial nos estados do Paraná, São Paulo, Minas Gerais, Rio de Janeiro, Distrito Federal e Rio Grande do Sul. Já os 13 óbitos registrados foram em crianças, todas filhas de mães não vacinadas. De acordo com os especialistas, a cobertura vacinal é determinante para controle da coqueluche, contudo a realidade que se mostra é bem diferente. “Temos muita hesitação vacinal, o que resulta em surtos em populações vulneráveis, mutações bacterianas, falta de reforço e menor imunidade mesmo. É uma situação preocupante, sem dúvida”, destaca o infectologista Carlos Starling. Outros aspectos também precisam ser considerados para o aumento de doenças infecto-contagiosas como a coqueluche, pois isso tudo não pode ter uma análise isolada, já que abrange desde maior circulação da bactéria, risco de pacientes mais suscetíveis até a imunidade não funcionante. “Esse grande aumento engloba um conjunto de fatores. É importante destacar que é uma doença respiratória, contagiosa e transmitida por gotículas e pela saliva. Além disso, temos poucos diagnósticos específicos e hoje, no Brasil, muitos casos de coqueluche entram como síndrome gripal, o que é um problema, sem dúvida”, reforça a infectologista Mônica Gomes. O alvo, de acordo com especialistas, é a necessidade de reforço da vacinação, o que é um alerta permanente para se evitar dados epidemiológicos tão alarmantes como o que tivemos no ano passado. “É um problema de saúde pública grave e temos que dar uma atenção especial a isso, já que pode levar a complicações, internações e até óbitos. Populações como gestantes, bebês, idosos, profissionais de saúde demandam uma atenção especial e a vacinação contra a coqueluche está bem comprometida no país, com baixas taxas de cobertura, o que reflete nesses dados preocupantes”, completa Starling. Para 2025, as perspectivas estão em questão, sobretudo se não houver maior conscientização, o combate a fake news e até mesmo mudanças de estratégicas, monitoramento dos genótipos, vigilância, investimento em pesquisas e muito mais. “A vacinação é o principal foco para enfrentar o problema. Temos que orientar todos, sempre, sobre isso”, finaliza Mônica. https://www.gov.br/saude/pt-br/composicao/svsa/cnie/painel-coqueluche
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Newsletter SBINotícias da SBI
Esporotricose humana passará a ter notificação compulsória no Brasil
por Júnior RosaCrescimento explosivo dessa doença expõe uma realidade de difícil controle e com a necessidade de medidas para a situação não se agravar mais Durante a reunião da Comissão Intergestores Tripartite (CIT) de 2025, do Ministério da Saúde, decidiu se que a esporotricose humana vai passar a fazer parte da Lista Nacional de Notificação Compulsória e deve ser registrada no Sistema de Informação de Agravos de Notificação (Sinan). Isso ainda deve ser publicado no Diário Oficial da União e, portanto, nosso objetivo, como orientação, é abordar a questão com mais ênfase à realidade atual da transmissão zoonótica dessa doença, assim como a implementação de políticas e promoção de dados mais robustos e consistentes em âmbito nacional. Esse fato visa contribuir para termos um retrato mais fiel de uma enfermidade que está expandindo-se de forma preocupante. Conforme o Ministério da Saúde propõe, as ações consistem nas seguintes iniciativas: elaboração da ficha de notificação e investigação no Sinan para apoiar os estados; definição do protocolo de vigilância das micoses com fluxo da esporotricose humana detalhado, reiterando as qualificações sobre o assunto para os profissionais de assistência à saúde e de vigilância; organização da rede diagnóstica laboratorial; e o planejamento estratégico na disponibilização de medicamentos antifúngicos para tratamento da esporotricose considerando um provável aumento de demanda perante a sensibilidade da vigilância. “Os dados são bem elevados e temos muita subnotificação. As notícias ainda não são animadoras quanto ao seu controle, pois dependemos de medidas muito difíceis de serem adotadas. A esporotricose já rompeu fronteiras e está presente em países que fazem fronteira com o Brasil”, diz o infectologista Flávio Telles, coordenador do Comitê de Micologia Clínica da Sociedade Brasileira de Infectologia. Novo cenário A partir da notificação compulsória, um cenário mais atualizado da esporotricose deve estar mais próximo da realidade nos próximos anos. Isso porque todos os estados precisarão documentar os casos, o que possibilitará, inclusive, a implementação de ações mais efetivas diante da doença. “Com essa obrigatoriedade, podemos ter um retrato da situação epidemiológica no Brasil e seu real impacto para a saúde pública. Observamos uma proliferação alta e uma verdadeira reação em cadeia dessa doença”, diz o infectologista Felipe Prohaska. De acordo com os especialistas, é um problema muito amplo e que pode ser minimizado com castração de gatos e cremação de cadáveres de animais falecidos pela doença. Outra medida importante que poderia auxiliar no controle da proliferação seria a redução populacional dos felinos, tarefa difícil de ser realizada. No Brasil, convivem três populações de gatos: os tutorados, os de rua errantes e os ferais, nas matas e periferias das cidades. A esporotricose de transmissão felina é causada principalmente pela Sporothrix brasiliensis, uma variante de S. schenckii, que hoje ocasiona uma epizoonose, acometendo milhares de humanos, felinos e centenas de cães. “A doença encontra-se em expansão e de forma muito rápida. Não temos vacinas e o controle é extremamente desafiador. A transmissão ocorre usualmente por arranhaduras, mordeduras, pus e exsudatos de secreções de lesões de gatos doentes, além de gotículas respiratórias expelidas durante episódios de tosse ou espirros. A Sporothrix brasiliensis pode sobreviver em superfícies inanimadas, por até 21 dias, sendo capaz de ser transmitida por fômites inanimados como piercings, procedimento de tatuagem, superfície de móveis de clínicas veterinárias mal higienizadas etc. Portanto, todo o cuidado é pouco diante dessa doença”, alerta Telles. Outro aspecto apontado pelos infectologistas é a necessidade de iniciar tratamento precoce, baseado em dados clínicos e epidemiológicos, sem esperar pela comprovação microbiológica do diagnóstico. “Embora a cultura seja o padrão ouro do diagnóstico da esporotricose, nem sempre ela é obtida. Outros exames, como histopatológico e micológico direto, têm baixa sensibilidade em humanos …
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Em 2025, a SBI pretende realizar parceira para realização de evento internacional.
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No XIX Congresso Brasileiro de Infecção e Epidemiologia Hospitalar, realizado Belo Horizonte, o tema da mesa-redonda da SBI foi o guideline brasileiro de tratamento de bactérias gram-negativas multirresistentes, previsto para ser publicado em 2025.
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Durante o G20, realizado na cidade do Rio de Janeiro, em novembro, SBI foi convidada pelo convite foi do The Economist para participar de um encontro com diversos pesquisadores brasileiros para a elaboração de consenso sobre definição, análise e diagnóstico das condições pós-covid (covid-19 longa)
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A cidade de Belém (PA) recebeu, pela primeira vez, o IX Congresso Norte-Nordeste de Infectologia. De 14 a 16 de novembro, mais de 300 médicos de todo o Brasil participaram de dezenas de atividades, incluindo mesas-redondas, conferências, oficinas e ainda todas as subespecialidades da Infectologia.
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Em 2024, a SBI fez, pela primeira vez, três grandes campanhas de conscientização envolvendo assunto emergenciais e duas ainda vão continuar em 2025. Antibióticos, HIV/Aids e vacinas e explorando bastante as redes sociais da SBI, destacando um grande serviço de utilidade pública da SBI, e com grande repercussão.
