Hesitação vacinal, falta de reforços de imunizantes, mutações da bactéria são alguns fatores relacionados dados elevados dessa doença respiratória De acordo com o painel epidemiológico do Ministério da Saúde, os casos de coqueluche tiveram aumento exponencial em 2024, o maior dos últimos nove anos. As notificações da doença aumentaram 3.450% em relação a 2023, com 7.365 casos confirmados, contra apenas 214 no ano anterior, o que o torna o ano com mais casos desde 2014, segundo painel epidemiológico do Ministério da Saúde (MS). No ano de 2024, seguindo uma tendência mundial, os registros da coqueluche voltaram a subir significativamente, em especial nos estados do Paraná, São Paulo, Minas Gerais, Rio de Janeiro, Distrito Federal e Rio Grande do Sul. Já os 13 óbitos registrados foram em crianças, todas filhas de mães não vacinadas. De acordo com os especialistas, a cobertura vacinal é determinante para controle da coqueluche, contudo a realidade que se mostra é bem diferente. “Temos muita hesitação vacinal, o que resulta em surtos em populações vulneráveis, mutações bacterianas, falta de reforço e menor imunidade mesmo. É uma situação preocupante, sem dúvida”, destaca o infectologista Carlos Starling. Outros aspectos também precisam ser considerados para o aumento de doenças infecto-contagiosas como a coqueluche, pois isso tudo não pode ter uma análise isolada, já que abrange desde maior circulação da bactéria, risco de pacientes mais suscetíveis até a imunidade não funcionante. “Esse grande aumento engloba um conjunto de fatores. É importante destacar que é uma doença respiratória, contagiosa e transmitida por gotículas e pela saliva. Além disso, temos poucos diagnósticos específicos e hoje, no Brasil, muitos casos de coqueluche entram como síndrome gripal, o que é um problema, sem dúvida”, reforça a infectologista Mônica Gomes. O alvo, de acordo com especialistas, é a necessidade de reforço da vacinação, o que é um alerta permanente para se evitar dados epidemiológicos tão alarmantes como o que tivemos no ano passado. “É um problema de saúde pública grave e temos que dar uma atenção especial a isso, já que pode levar a complicações, internações e até óbitos. Populações como gestantes, bebês, idosos, profissionais de saúde demandam uma atenção especial e a vacinação contra a coqueluche está bem comprometida no país, com baixas taxas de cobertura, o que reflete nesses dados preocupantes”, completa Starling. Para 2025, as perspectivas estão em questão, sobretudo se não houver maior conscientização, o combate a fake news e até mesmo mudanças de estratégicas, monitoramento dos genótipos, vigilância, investimento em pesquisas e muito mais. “A vacinação é o principal foco para enfrentar o problema. Temos que orientar todos, sempre, sobre isso”, finaliza Mônica. https://www.gov.br/saude/pt-br/composicao/svsa/cnie/painel-coqueluche
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Esporotricose humana passará a ter notificação compulsória no Brasil
por Júnior RosaCrescimento explosivo dessa doença expõe uma realidade de difícil controle e com a necessidade de medidas para a situação não se agravar mais Durante a reunião da Comissão Intergestores Tripartite (CIT) de 2025, do Ministério da Saúde, decidiu se que a esporotricose humana vai passar a fazer parte da Lista Nacional de Notificação Compulsória e deve ser registrada no Sistema de Informação de Agravos de Notificação (Sinan). Isso ainda deve ser publicado no Diário Oficial da União e, portanto, nosso objetivo, como orientação, é abordar a questão com mais ênfase à realidade atual da transmissão zoonótica dessa doença, assim como a implementação de políticas e promoção de dados mais robustos e consistentes em âmbito nacional. Esse fato visa contribuir para termos um retrato mais fiel de uma enfermidade que está expandindo-se de forma preocupante. Conforme o Ministério da Saúde propõe, as ações consistem nas seguintes iniciativas: elaboração da ficha de notificação e investigação no Sinan para apoiar os estados; definição do protocolo de vigilância das micoses com fluxo da esporotricose humana detalhado, reiterando as qualificações sobre o assunto para os profissionais de assistência à saúde e de vigilância; organização da rede diagnóstica laboratorial; e o planejamento estratégico na disponibilização de medicamentos antifúngicos para tratamento da esporotricose considerando um provável aumento de demanda perante a sensibilidade da vigilância. “Os dados são bem elevados e temos muita subnotificação. As notícias ainda não são animadoras quanto ao seu controle, pois dependemos de medidas muito difíceis de serem adotadas. A esporotricose já rompeu fronteiras e está presente em países que fazem fronteira com o Brasil”, diz o infectologista Flávio Telles, coordenador do Comitê de Micologia Clínica da Sociedade Brasileira de Infectologia. Novo cenário A partir da notificação compulsória, um cenário mais atualizado da esporotricose deve estar mais próximo da realidade nos próximos anos. Isso porque todos os estados precisarão documentar os casos, o que possibilitará, inclusive, a implementação de ações mais efetivas diante da doença. “Com essa obrigatoriedade, podemos ter um retrato da situação epidemiológica no Brasil e seu real impacto para a saúde pública. Observamos uma proliferação alta e uma verdadeira reação em cadeia dessa doença”, diz o infectologista Felipe Prohaska. De acordo com os especialistas, é um problema muito amplo e que pode ser minimizado com castração de gatos e cremação de cadáveres de animais falecidos pela doença. Outra medida importante que poderia auxiliar no controle da proliferação seria a redução populacional dos felinos, tarefa difícil de ser realizada. No Brasil, convivem três populações de gatos: os tutorados, os de rua errantes e os ferais, nas matas e periferias das cidades. A esporotricose de transmissão felina é causada principalmente pela Sporothrix brasiliensis, uma variante de S. schenckii, que hoje ocasiona uma epizoonose, acometendo milhares de humanos, felinos e centenas de cães. “A doença encontra-se em expansão e de forma muito rápida. Não temos vacinas e o controle é extremamente desafiador. A transmissão ocorre usualmente por arranhaduras, mordeduras, pus e exsudatos de secreções de lesões de gatos doentes, além de gotículas respiratórias expelidas durante episódios de tosse ou espirros. A Sporothrix brasiliensis pode sobreviver em superfícies inanimadas, por até 21 dias, sendo capaz de ser transmitida por fômites inanimados como piercings, procedimento de tatuagem, superfície de móveis de clínicas veterinárias mal higienizadas etc. Portanto, todo o cuidado é pouco diante dessa doença”, alerta Telles. Outro aspecto apontado pelos infectologistas é a necessidade de iniciar tratamento precoce, baseado em dados clínicos e epidemiológicos, sem esperar pela comprovação microbiológica do diagnóstico. “Embora a cultura seja o padrão ouro do diagnóstico da esporotricose, nem sempre ela é obtida. Outros exames, como histopatológico e micológico direto, têm baixa sensibilidade em humanos …
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Na edição de nov/dez. 2024 temos novidades sobe dengue, hepatite B, HIV.
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Pela primeira vez, a capital catarinense vai receber o congresso brasileiro de Infectologia e deve receber mais de 2 mil participantes.
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SBI tem várias formas para seus associados pagarem a anuidade e dessa forma ficarem adimplentes e terem benefícios como associados.
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Em 2025, a SBI pretende realizar parceira para realização de evento internacional.
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No XIX Congresso Brasileiro de Infecção e Epidemiologia Hospitalar, realizado Belo Horizonte, o tema da mesa-redonda da SBI foi o guideline brasileiro de tratamento de bactérias gram-negativas multirresistentes, previsto para ser publicado em 2025.
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Durante o G20, realizado na cidade do Rio de Janeiro, em novembro, SBI foi convidada pelo convite foi do The Economist para participar de um encontro com diversos pesquisadores brasileiros para a elaboração de consenso sobre definição, análise e diagnóstico das condições pós-covid (covid-19 longa)
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A cidade de Belém (PA) recebeu, pela primeira vez, o IX Congresso Norte-Nordeste de Infectologia. De 14 a 16 de novembro, mais de 300 médicos de todo o Brasil participaram de dezenas de atividades, incluindo mesas-redondas, conferências, oficinas e ainda todas as subespecialidades da Infectologia.
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Em 2024, a SBI fez, pela primeira vez, três grandes campanhas de conscientização envolvendo assunto emergenciais e duas ainda vão continuar em 2025. Antibióticos, HIV/Aids e vacinas e explorando bastante as redes sociais da SBI, destacando um grande serviço de utilidade pública da SBI, e com grande repercussão.
