Iniciativa une ciência, poder público e sociedade civil diante de indicadores alarmantes da epidemia no estado e reforça estratégias de prevenção e equidade
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Rio de Janeiro sediará o AIDS 2026, a maior conferência mundial sobre HIV e AIDS
Com o tema “Repensar. Reconstruir. Ascender.”, a 26ª Conferência Internacional sobre a AIDS será realizada no Brasil entre os dias 26 e 31 de julho de 2026 A cidade do Rio de Janeiro será sede da AIDS 2026, a 26ª Conferência Internacional sobre a AIDS, organizada pela International AIDS Society. Considerado o principal encontro global dedicado ao HIV e à AIDS, o evento ocorrerá entre os dias 26 e 31 de julho de 2026 e reunirá cientistas, médicos, ativistas, gestores públicos e comunidades de pessoas vivendo com HIV de diferentes países. Com o tema “Repensar. Reconstruir. Ascender.”, a conferência acontece em um momento considerado decisivo para a resposta global ao HIV, marcado por desafios relacionados ao financiamento internacional e à sustentabilidade das políticas públicas de enfrentamento da epidemia. A edição de 2026 propõe debates sobre os impactos da crise global de financiamento em saúde, intensificada após a suspensão de parte da ajuda externa dos Estados Unidos no início de 2025. O cenário tem levantado preocupações sobre possíveis retrocessos no acesso à prevenção, diagnóstico e tratamento em diversos países. A realização da conferência no Brasil representa um marco para a América Latina e fortalece a troca de experiências, estratégias e avanços científicos entre profissionais e instituições do continente. Detalhes do evento: Avanços científicos e desafios para a sustentabilidade da resposta ao HIV Mais de quatro décadas de enfrentamento ao HIV transformaram a infecção em uma condição controlável para pessoas com acesso adequado ao tratamento. Segundo dados da UNAIDS, até o final de 2024, as mortes relacionadas à AIDS caíram 54%, enquanto as novas infecções diminuíram 40% desde 2010. Os tratamentos atuais permitem que pessoas vivendo com HIV atinjam carga viral indetectável, portanto, são intransmissíveis por vias sexuais, conceito conhecido como I=I (Indetectável = Intransmissível). Além disso, avanços recentes ampliaram as possibilidades de prevenção com medicamentos de longa duração altamente eficazes, como lenacapavir e cabotegravir, além de novas tecnologias de prevenção oral em fase final de desenvolvimento. Apesar dos avanços científicos, os indicadores globais ainda preocupam. Dados da UNAIDS mostram que, em 2023 e 2024, aproximadamente 1,3 milhão de pessoas contraíram HIV a cada ano, enquanto cerca de 630 mil morreram de causas relacionadas à AIDS. No mesmo período, 9,2 milhões de pessoas vivendo com HIV permaneciam sem acesso aos medicamentos essenciais. As desigualdades sociais, barreiras estruturais e situações de discriminação seguem entre os principais fatores que dificultam o acesso à prevenção e ao tratamento em diferentes regiões do mundo. Diante desse cenário, a sustentabilidade financeira da resposta ao HIV será um dos temas centrais da AIDS 2026. A conferência deve discutir caminhos para ampliar o financiamento interno dos países, otimizar investimentos e fortalecer políticas públicas sustentáveis, evitando retrocessos nos avanços conquistados nas últimas décadas. Mais informações sobre o evento e sua programação estão disponíveis no portal oficial: https://www.iasociety.org/conferences/aids2026 SBI viabiliza a participação de associados A Sociedade Brasileira de Infectologia (SBI) viabilizará a participação de infectologistas brasileiros com atuação direta em assistência, prevenção, pesquisa e ensino em HIV/aids na 26ª International AIDS Conference. A ação se deve ao uso de verba solicitada pela SBI à GSK-ViiV para este fim, que está dentro do escopo da educação médica continuada. Para participar, acesse: Concorra a bolsa de participação na AIDS 2026 – SBI
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DestaqueNotíciasNotícias da Infectologia
Muito além da PrEP: a importância da vacina contra o HIV/Aids
No Dia de Conscientização sobre a Necessidade de Vacina Contra o HIV/Aids, SBI reforça que imunizante segue como esperança para o controle definitivo da epidemia Mais de quatro décadas após os primeiros casos de HIV/Aids serem identificados no mundo, a busca por uma vacina preventiva contra o vírus continua sendo um dos maiores desafios da ciência. Mesmo com os avanços históricos no tratamento e nas estratégias de prevenção, especialistas alertam que o controle definitivo da epidemia ainda depende do desenvolvimento de um imunizante seguro e eficaz. No Dia de Conscientização sobre a Necessidade de Vacina Contra o HIV/Aids, celebrado em 18 de maio, a Sociedade Brasileira de Infectologia (SBI) destaca que os avanços recentes da biotecnologia têm renovado as perspectivas para a criação de uma vacina capaz de reduzir a transmissão do vírus em escala global. O avanço da Terapia Antirretroviral (TARV), aliado à ampliação da Prevenção Combinada, que inclui o uso de preservativos, a PrEP (Profilaxia Pré-Exposição) e a PEP (Profilaxia Pós-Exposição), transformou profundamente o cenário do HIV. Hoje, pessoas vivendo com HIV que realizam tratamento adequado podem ter qualidade de vida e não transmitem o vírus sexualmente, conceito conhecido como “I = I” (Indetectável = Intransmissível). Ainda assim, os números seguem preocupantes. Estima-se que cerca de 40 milhões de pessoas vivam com HIV no mundo, enquanto mais de 1 milhão de novas infecções continuam sendo registradas anualmente. No Brasil, embora o Sistema Único de Saúde (SUS) seja referência internacional no acesso universal ao tratamento, os boletins epidemiológicos mostram a persistência de novos casos, especialmente entre populações em situação de maior vulnerabilidade. “A PrEP representa um dos maiores avanços da prevenção do HIV nas últimas décadas, mas nenhuma estratégia isolada será suficiente para controlar definitivamente a epidemia. A vacina continua sendo o caminho com maior potencial de impacto coletivo e global”, afirma Ricardo Sobhie Diaz, médico infectologista e presidente da Sociedade Brasileira de Infectologia (SBI). Por que desenvolver uma vacina contra o HIV é tão difícil? Diferentemente de outros vírus, como Influenza ou SARS-CoV-2, o HIV apresenta características biológicas que dificultam enormemente o desenvolvimento de uma vacina eficaz. O vírus sofre mutações de forma extremamente rápida, gerando inúmeras variantes em um curto período de tempo. Além disso, ele infecta justamente as células responsáveis pela coordenação da resposta imunológica, os linfócitos T CD4+, comprometendo o próprio sistema de defesa que a vacina tentaria estimular. Outro desafio é a formação precoce dos chamados reservatórios virais: células infectadas onde o HIV permanece “escondido” e praticamente invisível ao sistema imunológico. “O HIV continua sendo um dos maiores desafios científicos da história da medicina porque consegue atacar justamente as células responsáveis pela defesa do organismo. Isso torna o desenvolvimento de uma vacina muito mais complexo do que em outras infecções virais”, explica Diaz. Nova geração de pesquisas reacende esperança Apesar das dificuldades, os avanços tecnológicos dos últimos anos abriram novas possibilidades para a pesquisa de vacinas contra o HIV. Uma das estratégias mais promissoras é conhecida como Germline Targeting, abordagem que busca “treinar” o sistema imunológico gradualmente para produzir os chamados anticorpos amplamente neutralizantes (bNAbs), capazes de reconhecer regiões do vírus que sofrem poucas mutações. Além disso, plataformas de RNA mensageiro (mRNA), popularizadas durante a pandemia de COVID-19, também vêm sendo estudadas como ferramenta para acelerar o desenvolvimento de imunizantes contra o HIV. Atualmente, dezenas de ensaios clínicos estão em andamento em diferentes países, avaliando tanto vacinas preventivas quanto vacinas terapêuticas, voltadas para pessoas que já vivem com o vírus. No Brasil, uma das pesquisas de destaque é conduzida na Universidade Federal de São Paulo (UNIFESP) pelo infectologista Ricardo Sobhie Diaz. O estudo investiga …
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Saiu na ImprensaNotícias
SAIU NA IMPRENSA: Casos de HIV avançam entre mulheres acima dos 50 anos no Brasil e expõem diagnóstico tardio
Em matéria sobre HIV em mulheres 50+, a Dra Raquel Guimares representou a Sociedade Brasileira de Infectologia (SBI) explicando sobre os problemas no diagnóstico tardio e sintomas que passam despercebidos por mulheres. Leia aqui: https://revistamarieclaire.globo.com/saude/noticia/2026/03/casos-de-hiv-avancam-entre-mulheres-acima-dos-50-anos-no-brasil-e-expoem-diagnostico-tardio.ghtml
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https://www.gov.br/aids/pt-br/central-de-conteudo/boletins-epidemiologicos/2025/boletim_hiv_aids_2025.pdf/view
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Mesmo passados mais de 40 anos da descoberta do HIV, com maior controle diante desse vírus e tratamentos efetivos, as pessoas ainda têm dúvidas importantes sobre formas de proteção assim como das formas de transmissão. Nessa reportagem da revista Marie Claire, com colaboração da infectologista Roberta Schiavon (SP), vários esclarecimentos estão contidos e com foco sobretudo na relação da mulher com HIV. https://revistamarieclaire.globo.com/saude/noticia/2025/12/e-verdade-que-quem-tem-hiv-nao-pode-manter-relacao-sexual-8-perguntas-respondidas-por-especialistas-sobre-a-doenca.ghtml
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Reportagem do portal Terra com a infectologista Gisele Gosuen (SP) aborda o diagnóstico do HIV e a questão da saúde mental. A relação médico-paciente nesses casos aponta uma série de aspectos que devem ser explorados pelos especialistas, desde a sentença de morte até problemas mentais muito importantes que atingem as pessoas que vivem com HIV . https://www.terra.com.br/vida-e-estilo/diagnostico-de-hiv-como-abordagem-afeta-saude-mental-de-pacientes,13dbc0dce9978e0f6c5e06e865416f98bv7u5ruo.html
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A “mandala da prevenção”, que tem todos os métodos disponíveis para evitar a contaminação pelo HIV aponta para uma nova era no combate ao HIV e Aids no Brasil e no mundo. Do uso de preservativos, acesso precoce ao diagnóstico e ao tratamento, evitar a transmissão vertical (a passagem do HIV da mãe para o filho durante a gestação), testes rápidos, a Profilaxia Pré-Exposição (PrEP) e a Profilaxia Pós-Exposição (Pep) apontam para esse momento atual do HIV e Aids. Nessa reportagem da BBC Brasil, o infectologista Alexandre Naime Barbosa (SP), analisa esse cenário e esclarece a importância da adesão a um dos métodos e, inclusive a proteção de outras infecções sexualmente transmissíveis. Leia mais em: https://www.bbc.com/portuguese/articles/cd9n138xyq3o
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De acordo com o boletim epidemiológico sobre HIV e Aids no Brasil, publicado pelo Ministério da Saúde, abrangendo dados de 2023 até junho de 2024, no ano passado, houve um aumento de 4,5% no número de casos de infecção pelo vírus da imunodeficiência humana em relação a 2022. No total, foram registrados 46.495 novos casos de HIV em 2023. Em relação à Aids, no mesmo período, os casos chegaram a 38 mil, uma alta de 2,5% em comparação com o ano anterior. Nessa reportagem do portal Terra, que contou com a colaboração do infectologista Alexandre Naime Barbosa (SP), há ainda questões sobre esse aumento em relação ao uso de medicamentos preventivos e muitos outros desdobramentos envolvendo esse problema de saúde pública. Leia mais em: https://www.terra.com.br/vida-e-estilo/saude/numero-de-casos-de-hiv-sobe-no-brasil-mortalidade-cai,94fa748fc3a2248d5d07af1aaf60a0ec9m4zigvy.html?utm_source=clipboard
